[Entrevista] Rogério Andrade Barbosa



Rogério Andrade Barbosa tem inúmeros livros infantis publicados e acaba de lançar pela Editora do Brasil a obra Beijados pelo Sol que  trata do sofrimento dos portadores de albinismo na África. Ele falou ao Tomo Literário. Confira.

Tomo Literário: O livro Beijados pelo Sol, publicado pela Editora do Brasil, trata do albinismo nos negros em alguns países da África. Como surgiu a ideia do livro?

Rogério Andrade Barbosa: O livro surgiu a partir de uma viagem que fiz a Tanzânia. Lá tomei conhecimento do assunto, pesquisei, fiz contato com ativistas locais e daí foi só escrever.

Tomo Literário: Na África os albinos chegam a ser mutilados e sofrem outros tipos de ataques. Você conheceu algum caso de perto que possa nos relatar?

Rogério Andrade Barbosa: Na Tanzânia deparei-me com inúmeras reportagens e fotos publicadas nos jornais da imprensa local.

Tomo Literário: Você foi professor voluntário a serviço da ONU e estuda história e literatura oral do continente africano. Como a literatura é percebida, particularmente em Guiné-Bissau, onde atuou?

Rogério Andrade Barbosa: Na Guiné-Bissau, a produção literária escrita ainda é pequena, mas o país tem uma rica e diversa literatura oral.

Tomo Literário: A literatura e as artes de modo geral, são um meio de lutar contra o preconceito e pela igualdade e respeito? Como você encara essa questão na literatura infantil, uma vez que temos a percepção de poucos personagens representativos em muitas esferas da sociedade?

Rogério Andrade Barbosa: O livro é como um espelho no qual a criança, não importa a sua cor ou etnia, precisa se ver refletida. Nos últimos anos a presença de personagens negros e indígenas aumentou consideravelmente -, em comparação com os livros anteriores a década de 1980.

Tomo Literário: Com mais de cem títulos publicados de literatura infantil e juvenil o que é indispensável para agradar o leitor?

Rogério Andrade Barbosa: A primeira página, a meu ver, é essencial para conquistar o jovem leitor. O meu truque é escrever livros que eu gostaria de ler quando tinha a idade de meus leitores

Tomo Literário: O que te inspira a escrever?

Rogério Andrade Barbosa: Escrevo por prazer e também por ser o meu ganha pão.

Tomo Literário: Que autores você recomenda ou quais autores influenciaram o seu trabalho como escritor?

Rogério Andrade Barbosa: Eu era fã de Julio Verne, autor de livros de aventura célebres como A Volta ao Mundo em 80 Dias; Viagem ao Centro da Terra, Vinte Mil Léguas Submarinas, etc.

Tomo Literário: Que livro recomendaria a um amigo?

Rogério Andrade Barbosa: Sobre a Escrita, de Stephen King -, um manual pra quem gosta  de escrever uma boa história.

Tomo Literário: Está preparando algum novo projeto literário?

Rogério Andrade Barbosa: Sim, mas ainda é segredo

Tomo Literário: Quer deixar algum comentário para os leitores?

Rogério Andrade Barbosa: Ler é muito bom. Os livros são como tapetes voadores que nos levam para lugares distantes e misteriosos.

Foto: Reprodução
Saiba mais sobre o escritor:

Rogério Andrade Barbosa é professor, escritor, contador de histórias e ex-voluntário das Nações Unidas na Guiné-Bissau, África. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal Fluminense e fez Pós-Graduação em Literatura Infantil na UFRJ. Trabalha com histórias do folclore brasileiro, na área de Literatura Afro-Brasileira e Africana e em programas de incentivo à leitura proferindo palestras e dinamizando oficinas.

Publicou, em 25 anos de carreira, mais de 100 livros infantis e juvenis (Alguns de seus livros foram traduzidos e publicados na Alemanha, Estados Unidos, Espanha, Argentina, México, Gana e Haiti).

Recebeu diversos prêmios, entre eles o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de Literatura Infantil e Juvenil de 2005, o Prêmio Ori 2007, da Secretaria das Culturas do Rio de Janeiro, dado em homenagem aos que se destacam na valorização da matriz negra na formação cultural do Brasil. Dois de seus livros foram selecionados para o The White Ravens (acervo da Biblioteca Internacional de Literatura Infantil e Juvenil de Munique, na Alemanha) e outro para a Lista de Honra do Ibby (International Board on Books for Young People), na Suíça. E quinze de seus livros receberam o prêmio Altamente Recomendável da FNLIJ ( Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil).

Participou como autor, palestrante e contador de histórias das Feiras do Livro de Frankfurt (Alemanha), Bolonha (Itália), Luanda (Angola), Santo Domingo (República Dominicana); Guadalajara e Cidade do México (México); do Projeto “Doy a Palabra a Mis Histórias”, em Lima (Peru), do II Encontro Iberoamericano de Literatura para Crianças e Jovens, em Havana (Cuba). E, também, como palestrante no Centro Cultural Brasil Angola ( Luanda), Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo (Moçambique), no Centro Cultural Brasil Cabo Verde, em Praia (Cabo Verde) no Centro Cultural Brasil São Tomé ( São Tomé e Príncipe) e na Universidade de Adis Abeba ( Etiópia). Além dos Congressos do IBBY( International Board on Books for Young People ) em Cartagena (Colômbia), Basel (Suíça), Cape Town (África do Sul), Macau (China) e Copenhagem (Dinamarca).

Site do Autor:


Beijados Pelo Sol

No livro, Barbosa relata a história de um garoto, Kivuli, que nasceu com albinismo, no interior da Tanzânia, país com incidência de albinismo na África. Kivuli tentava entender a diferença com os amigos e sabia dos riscos que ele corria, até de morrer. Tudo, só porque era diferente dos outros. Ele se protegia do sol na sombra das árvores ao ir para escola, mas um dia foi sequestrado e levado para longe.
  
A ideia é fazer com que a história de Kivuli sensibilize e sirva de alerta e inspiração para as pessoas que lutam contra o preconceito e pela igualdade e respeito, mesmo para quem é diferente. No Brasil, por exemplo, onde é maioria, a população negra ainda sofre todo tipo de preconceito.

Na África, os portadores de albinismo, além das mutilações de mãos, pés, cabelo, olhos e outras partes do corpo, também sofrem com outros tipos de ataques e agressões menores, como o bullying, tipo de agressão que também é registrada em outros países e continentes.

O livro conta com apresentação da jornalista Patrícia Campos de Toledo, autora de reportagem especial sobre o assunto no jornal Folha de S. Paulo.

As ilustrações são de John Kilaka, que nasceu e mora na Tanzânia e é um artista premiado na Europa e na África. Ele usa em sua arte a tradição da “tingatinga”, um estilo imortalizado por um artista da Tanzânia, para conferir um colorido especial às ilustrações.

Novo livro do escritor Gociante Patissa revela uma Angola “imprevisível”



Escritor angolano lança no Brasil coletânea de contos em que memória coletiva e experiências pessoais retratam parte da história e cultura de seu país

Gociante Patissa já é um autor conhecido por alguns leitores brasileiros, tanto por aqueles que acompanham seu perfil nas redes sociais quanto por quem leu seu primeiro livro publicado no Brasil: a coletânea poética “Almas de porcelana” (Penalux, 2016).

Dessa vez, nesta nova obra, o escritor traz ao leitor brasileiro sua produção em prosa.

Numa instigante coletânea de contos, Gociante Patissa transporta os leitores para os contornos de uma Angola imprevisível. Em catorze temas, o escritor angolano tricota os cordões que passam pelo registro da memória coletiva, incluindo aí a recriação de uma guerra civil de três décadas, a qual o arrancou aos sete anos de sua terra natal. Também se encontram em sua escrita os desafios do pós-conflito e de cidadania na antiga colônia portuguesa situada na África austral. A província de Benguela e a região etnolinguística Umbundu são o cenário da generalidade dos contos.

“A ideia da publicação destes contos”, conta o autor, “nasceu durante a minha presença na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, Alemanha, em 2016. Nessa ocasião, em correspondência com os editores da Penalux, com a qual tive o grato prazer de publicar, no Brasil, a coletânea de poemas intitulada Almas de Porcelana, foi sugerido o desafio de uma nova experiência em prosa”. 

Dessa forma, o escritor reuniu um conjunto de catorze contos e uma fábula, do qual fazem parte alguns textos dispersos em antologias; como, por exemplo, o conto que dá título ao livro, “O Homem Que Plantava Aves”, texto que fez parte da antologia “Angola 40 Anos, 40 Contos, 40 Autores”, publicada no ano de 2015 em comemoração ao quadragésimo aniversário da independência do jugo colonial português.

Na ficção de Patissa, além das referências autobiográficas, há muita menção à cultura Umbundu, língua-pátria do autor, que também é fluente no Inglês. A obra atravessa temas complexos, como as memórias da guerra civil ou as sequelas do pós-conflito, expondo a natureza humana às suas contradições e misérias.

 Na opinião dos editores, a literatura de Gociante alcança um valor universal, ao mesmo tempo em que abre para o leitor brasileiro uma via de acesso à cultura e história angolanas, mas pela ótica de um observador nativo, oriundo das camadas mais pobres do seu povo. “É o segundo livro que publicamos do autor. Uma das vozes mais atuantes na literatura angolana contemporânea”.

Resta, agora, aos leitores do Brasil, conhecer e comprovar a qualidade literária desse escritor.

Serviço:

Editora Penalux
Livro: O homem que plantava aves, contos
Autor: Gociante Patissa
Publicação: 2017
184 páginas, 14x21 cm
Foto: Reprodução


Sobre o autor:

Daniel Gociante Patissa nasceu na província de Benguela, em 1978. Licenciado em Linguística/Inglês, pela Universidade Katyavala Bwila, é membro da União dos Escritores Angolanos. Descobriu a inclinação para o jornalismo e a literatura num programa infantil da Televisão Pública de Angola em 1996. Foi gestor de projetos, tradutor (Umbundu-Português-Inglês) e jornalista freelancer, tendo fundado a Associação Juvenil para a Solidariedade, ONG angolana. Serviu a Save The Children e a Handicap International. Publicou: Consulado do Vazio (poesia, 2008), A Última Ouvinte (contos, 2010), Não Tem Pernas o Tempo (novela, 2013), Guardanapo de Papel (poesia, 2014), Fátussengóla, O Homem do Rádio que Espalhava Dúvidas (contos, 2014) e Almas de Porcelana (poesia, 2016).

[Entrevista] Alessandra Morales



Alessandra Morales, mais conhecida como Lelê, gosta tanto de ler quanto de escrever, e ultimamente tem se aventurado mais do que nunca  no mundo das letras. Tem contos publicados em antologias, Amazon e Wattpad, além de administrar o blog e canal Tô Pensando em Ler. Recentemente organizou uma antologia de contos. Lelê falou ao Tomo Literário sobre seu trabalho, sobre o canal, inspiração, processo de escrita e dicas de livros e autores. Confira.

Tomo Literário: Como foi o início de sua jornada pelo meio literário?

Alessandra Morales: Bom, comecei como blogueira mesmo. Com o tempo, alguns autores começaram a me procurar para fazer leitura beta. Isso que me despertou a vontade de entender melhor o que se passa na cabeça de um autor, rsrs. Foi então que procurei um curso de Escrita Criativa.

A princípio não era para me tornar escritora, mas logo no primeiro dia de aula, percebi que haviam despertado um monstro que estava dentro de mim e eu nem sabia. Comecei a escrever feito louca. De verdade. Amo contos, e nem imaginava que eu sabia escrevê-los. Sempre achei magnífica a forma de contar uma história em um espaço curto. E foi assim.

Tomo Literário: Você tem contos publicados em antologias, entre elas Fantástica: Contos de Fantasia Protagonizados por Mulheres que foi lançado recentemente. Como surgiu a ideia do seu conto?

Alessandra Morales: Justamente surgiu logo após os cursos. Acontece que o curso Escrevivendo chegou ao fim, por isso os professores (Walter Tierno e Giullia Moon) convidaram alguns ex-alunos para escrever e publicar um livro. Para isso deveríamos ficar por cerca de dois meses mergulhados e imersos na fantasia. Todos juntos. Escrevendo e analisando os contos de todos.

A ideia de protagonistas mulheres é porque já existem inúmeros livros de fantasia com protagonistas masculinos. É muito difícil encontrar boas personagens  femininas e lutadoras, guerreiras, mágicas, engraçadas... Claro que elas existem, mas não são tão frequentes. E quando se fala em fantasia, o primeiro personagem que surge na mente do autor, é homem. A ideia do livro é justamente que as mulheres podem ocupar o lugar de qualquer homem e ser tão forte quanto. Não da mesma maneira, mas que pode sim representar a fantasia com toda a força.

Tomo Literário: Você organizou a antologia  Romances Fantásticos ao lado de Denis Ibañez. Como foi a experiência de tocar uma organização e selecionar contos para publicação?

Alessandra Morales: Menino, preciso de pelo menos um ano de férias desse negócio de organizar hahaha. Sério. É trabalhoso demais!!! Eu não imaginava que seria. Sempre pensei que era só ler, escolher os mais bacaninhas e pronto. Ledo engano. Porém, mesmo com todas as dificuldades e dores de cabeça, o resultado compensou. Ainda mais quando os contos começaram a chegar.

No início do projeto eu imaginei que seriam enviados contos de príncipes com príncipes; contos de fadas LGBT. Na verdade a ideia inicial era essa. Mas quando os contos começaram a chegar, a minha maior surpresa é que há contistas incríveis escondidos e que trazem nosso folclore para as páginas com uma excelência inimaginável.

No livro há boto, diabinho da garrafa, entre outros; mas há também bruxas, zumbis, lutadores. Tem de tudo pra todos os gostos. O livro ficou realmente fantástico. Estou muito orgulhosa dele!

Tomo Literário: Qual a sua visão sobre o uso da plataforma Wattpad para os escritores?

Alessandra Morales: Bom, eu não sou fã da plataforma. Sei que já surgiram grandes escritores dalí, até tenho 2 ou 3 contos publicados lá, mas ler ali nunca foi minha praia. Coloquei esses contos lá por insistência de amigos, mas nem entro lá pra ver como andam as coisas, rsrs. Acho mais legal o autor trabalhar no seu livro, e quando estiver pronto disponibilizá-lo na Amazon. Mesmo que seja de graça, ou bem baratinho. Prefiro o livro pronto e revisado mesmo.

Nada contra quem curte, mas tem ótimos e-books gratuitos e por preços baixíssimos já Amazon. #FicaADica hehehe

Tomo Literário: Vamos falar sobre o blog e canal Tô Pensando em Ler. Conte-nos um pouco sobre esse trabalho.

Alessandra Morales: É minha total bipolaridade. Juro que todo dia eu acordo dizendo que “chega disso”, meia hora depois estou amando e postando loucamente. Olho pra câmera e falo “não vou gravar mais nada”, aí recebo um comentário e corro pra frente da câmera de novo.
Ser blogueira não é fácil. É cansativo, exige uma paciência da qual eu nem sabia que tinha, mas é bom.

Comecei há seis anos e meio só pra compartilhar minhas leituras. Nem era no blogspot ainda. Naquela época era tudo mato (hahaha brincadeira), mas a verdade é que não existia esse negócio de parceria, e quando vi, as editoras estavam mandando livros pra minha casa. Claro que no início eu adorei e fiquei me sentindo TOP da internet. Mas o melhor de tudo mesmo foram os amigos que fiz. Pessoas que eu jamais conheceria se não fosse pelo blog.

Já viajei para outro estado e fiquei na casa de autora/leitora do blog. Já fui em eventos incríveis com amigas que conheci por causa do blog. Isso não tem preço. Vale qualquer esforço. Hoje não compartilho só as leituras, mas todo o meu tempo mesmo.

Tomo Literário: O que te inspira a escrever?

Alessandra Morales: Principalmente conversas alheias no ônibus e trem. Vou dar um exemplo: Eu estava num projeto do qual já estava tudo preparado e encaminhado. Bem, só que eu andei de trem numa manhã e escutei uma história muito escabrosa, do tipo Cidade Alerta total. Parecia que o Datena que estava contando aquilo. Voltei pra casa com aquela história na cabeça. A noite fui assistir um filme, desses tipo corujão. Pronto... liguei pro responsável do projeto e mandei cancelar minha história, já tinha outra em mente. Misturei os personagens que eu tinha com a violência que eu ouvi no trem e a trama do filme.

O que eu já percebi é que não adianta eu me programar para escrever nada. Nunca consigo.
É como uma dor de barriga, ela vem do nada e vai embora, e no dia seguinte a vida continua. O exemplo não foi bom, mas é bem isso mesmo.

Tomo Literário: Tem algum processo ou método para escrever, como um lugar preferido, horário ou coisas assim? Ou o processo é mais intuitivo?

Alessandra Morales: Sempre faço uma ficha completa do personagem. Nesse momento é como se eu tivesse dando vida a ele. Não só nome e idade, mas o que ele gosta de comer, onde ele gosta de passear... tudo mesmo. Acho que assim fica mais fácil de colocá-lo no papel e fazer com que ele seja convincente para o leitor.

Agora para escrever eu preciso de silêncio. A não ser que seja algo específico... Exemplo de novo: escrevi um conto com uma Drag Queen e na hora de escrever sua performance no palco, precisei colocar algumas músicas eletrônicas e fazer de conta que estava numa boate gay. Como se eu precisasse sentir a vibe da balada hahaha.

Tomo Literário: Está trabalhando em algum novo projeto literário? Pode nos falar sobre ele?

Alessandra Morales: Bom, tem esse que eu falei que mudei a história. Ainda não acabei e esse é meu foco no momento. Não pretendo lançar mais nenhum conto em antologias, pelo menos esse ano. Quero focar em um livro meu. Tenho uma história pronta e é bem bacana, mas não consegui parar para me dedicar a ela. Em 2018 quero realizar isso.

Claro que os contos no blog continuarão firmes e forte toda quarta-feira no blog. Isso não para não!

Tomo Literário: Que autores você recomenda ou quais autores influenciaram o seu trabalho como escritora?

Alessandra Morales: Tem uma autora que sempre que leio algo dela eu penso: “Caraca, queria escrever assim!”, que é a Ana Paula Maia. Não acho que ela recebe o valor que merece no Brasil, pois seus livros são traduzidos para vários países, mas aqui quase não se fala dela. Uma pena. Ela é sanguinária.

Outra que adoro e sempre recomendo é a Laura Malin, ela faz um trabalho de pesquisa tão incrível para escrever que parece que estou lendo um livro de História melhorado hehe.

Também gosto da maneira de descrever ambientes do Stephen King e da falta disso do Clive Barker.

Sem dúvida esses quatro são meus favoritos e minhas inspirações.

Tomo Literário: Que livros, de quaisquer gêneros, você indicaria aos leitores e de que maneira esses livros te tocam?

Alessandra Morales: Isso é uma pergunta complicada, não é mesmo seu Eudes?

Vou indicar dois:

ENTRE RINHAS DE CACHORROS E PORCOS ABATIDOS da Ana Paula Mais. Esse livro não é para qualquer um. Precisa ter estômago, mas a autora fala de pessoas que vivem à margem da sociedade, aquele tipo de pessoa que a gente mal repara; como o cara que limpa esgoto, ou o açougueiro que abate e fileta os porcos. Garanto que depois de ler este livro você nunca mais passará por um lixeiro sem olhar duas vezes.

AINDA NÃO TE DISSE NADA do Maurício Gomyde. Esse livro é tão perfeito! É um roteiro de cinema prontinho, daqueles filmes que fazem a gente sair suspirando da sala escura. Adoro essa história! Sei que o autor reescreveu e vai relançar com algumas mudanças, não vejo a hora de voltar para aquela trama!

Tomo Literário: Quer deixar algum comentário para os leitores?

Alessandra Morales: Escuto muita gente dizer por aí que não gosta de contos. Respeito a opinião de cada um, pois também tem gente que odeia calhamaços... Mas tanto para um, quanto para o outro eu recomendo que dêem uma chance.

Contos são ótimos, são rápidos, você não precisa devorar o livro de uma só vez. Pode ler um ou dois, deixar pra ler mais uma semana depois... você não precisa ficar presa no livro ;)

E agradecer todos que leram os livros e que estão sempre passando no blog pra me dar um oi. É só por vocês que eu não desisto de tudo. De verdade!

Conheça os livros da escritora

Fantástica: Contos de Fantasia Protagonizados por Mulheres

Elas são Fantásticas! São lindas, sábias, perigosas. Antigas, neófitas, eternas. Espertas, trapaceiras, cínicas. Fortes e engraçadas. Mas sempre mulheres. Elas são as protagonistas dos 23 contos deste livro, que passeiam em caminhos diversos, desde o do riso solto até o do medo de arrepiar os cabelos - sempre com a intensidade e o carisma de verdadeiras heroínas fantásticas. 

E você? O que está esperando? Abra o livro, e dê adeus à monotonia!

 
Demontale – As Matadoras do Submundo

Era uma vez...uma rainha muito má, que queria controlar todos os reinos dos contos de fadas. Cansada dos finais felizes — principalmente das bruxas e madrastas incompetentes — resolve fazer um pacto com o bom senhor das trevas, Mefisto, para conquistar o poder de Taleland. Porém, o dissimulado demônio começa a agir sozinho, possuindo o corpo dos príncipes e transformando-os em Generais das trevas a fim de trazer o submundo aos domínios. Bestas, espíritos e criaturas infernais, começaram a aterrorizar os contos de fadas e cabe às princesas derrotar as trevas e expulsar Mefisto do corpo de seus amados, para assim salvar todo o reino. O que será que vai acontecer nesta batalha épica, onde as mocinhas terão que se tornar verdadeiras guerreiras? Conte-nos vocês! Convocamos todas as princesas dos contos de fadas para embarcar nesta aventura! Peguem suas winchesters e seus kits contra as trevas! A caçada começa agora!

Contos Amargos

Se você estiver lendo esta sinopse, não compre este livro. Sério, o que você está fazendo com os Contos Amargos na mão? Devolva-o discretamente à estante e ande como quem não quer nada para a sessão infanto-juvenil, pegue alguma ficção científica ou o que quer que os jovens leiam hoje em dia e se esqueça dos Contos Amargos. Os autores garantem que esta seria a melhor decisão.

Por quê?

Bom, porque este livro vai quebrar o seu coração, caro leitor. Cada uma das histórias do Contos Amargos foi pensada para tocar as suas emoções de maneiras diferentes e inesquecíveis. Você vai rir, chorar, se apaixonar e se desesperar enquanto devora as páginas deste livro, e tudo isso para quê?

Não há finais felizes aqui, caro leitor, só um livro que vai te deixar com um gosto amargo de quero mais. Fuja. Nós avisamos.

Psicopatas – Contos de Uma Sociedade Secreta e Outros Distúrbios

O livro é organizado por Camilla Deus Dará e lançado pela Editora Young.

Toda sociedade têm seus segredos e todos os psicopatas uma história para contar, qual delas você quer descobrir primeiro?

Neste livro Alessandra Morales participa com o  conto Preciso de Um Lanche, que conta a história de um garotinho psicopata e o momento da descoberta do seu distúrbio.

Para Sempre Amigos

Quando o outro não entende os desajustes do mundo, ele não consegue diminuir as contradições. Ele não tem o desejo de mudar. A verdade é que tudo tem um fim.

Fiz amigos na faculdade, mas ficaram no quadro branco após a formatura. Fiz amigos na academia, mas ficaram nos halteres após o treino. Fiz amigos no emprego, mas permaneceram lá depois do expediente. Mas aprendi também que ninguém é amigo por acaso.

 

Os livros de Alessandra Morales podem ser adquiridos na Loja dos Pensadores.

Romances Fantásticos

Romance e fantasia. Quem não fica extasiado com esse tema? Duas vertentes diferentes, mas que neste livro se unem de uma forma a apaixonar o leitor por ambos os temas. Encantar o leitor foi o que moveu todos os autores. Cada um a sua maneira transferiu para as páginas desta antologia o que de mais belo e forte que tem dentro dos seus corações. Há magia, folclore, esperança, guerra, luta... tudo que amamos nos livros.

Disponível no site da Editoral Hope.

Vai Que É Sua Marieta

Vai que é sua Marieta é um e-book que está disponível na Amazon e conta a história de uma jovem do interior que é acostumada com o sossego da vida rural e repentinamente vê seu mundo virar de cabeça pra baixo quando ganha um sorteio de aniversário da sua cidade.

O prêmio é uma viagem cheia de surpresas para New York!

Disponível na Amazon.

 O Natal de Marieta

Marieta voltou à sua cidade e suas flores, mas agora tudo está diferente.

É Natal e ela precisa preparar a ceia e receber seu convidado.

Se ela achava que agora sua vida voltaria à normalidade total e nada de mais emocionante iria acontecer, enganou-se.

Disponível na Amazon.

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