O último tiro da Guanabara - Tomo Literário

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Lançando pela Editora Reformatório, livro ganhador do 1º Edital de Publicação de Livros da Secretaria de Cultura de São Paulo narra tentativa real de golpe contra Juscelino Kubitschek

Um navio de guerra apontando os canhões para a Praia de Copacabana enquanto pessoas estendem lençóis brancos dos prédios, pedindo paz; um presidente que durou apenas três dias e uma manhã no poder; uma tentativa de golpe que poderia ter antecipado 1964. Todos esses episódios soam como inventados, mas são reais e estão presentes no romance histórico O último tiro da Guanabara, escrito pela jornalista Bruna Meneguetti.

A obra, ganhadora do 1º Edital de Publicação de Livros da Secretaria de Cultura de SP, mescla ficção e fatos reais no Rio de Janeiro década de 50. No livro, um vidente cego é contratado por Juscelino Kubitschek para ajudar a impedir um golpe que está sendo orquestrado contra ele e seu vice, João Goulart. Ambos haviam acabado de ganhar as eleições, quando a oposição composta pelo jornalista Carlos Lacerda, udenistas e parte dos militares tentava de variadas formas deslegitimar os resultados e fazer com que o então presidente Carlos Luz continuasse no poder.

Segurando a democracia em uma mão e o exército na outra, há também o enigmático ministro da Guerra Henrique Lott, esquecido pela maior parte da historiografia brasileira e a quem o vidente Isaías Monteiro tenta convencer a permanecer no cargo a fim de garantir a vitória de JK. Em sua jornada, Isaías encontra ainda uma antiga amiga de infância, Cecília Gomes, que guarda um destino terrível: o futuro anuncia a sua morte.  

Testado até os limites, o vidente tenta salvá-la ao mesmo tempo em que deve impedir uma cidade inteira de nadar na direção do mesmo abismo. No entanto, Cecília revela-se muito mais poderosa do que se supunha e, junto com outras mulheres, irá ter papel marcante neste episódio brasileiro.

Dessa forma, O último tiro da Guanabara é também um livro sobre a instabilidade da democracia brasileira e a história que se desenvolve dentro dos espaços privados, com pessoas atuando muitas vezes no nível do anonimato e sendo esquecidas pela historiografia. O desfecho desse dramático e esquecido episódio brasileiro termina com o Golpe Preventivo de 11 de novembro de 1955, ou com o último tiro de canhão disparado contra um inimigo na Baía de Guanabara até os dias atuais.


Ficha técnica:
Título: O último tiro da Guanabara
Autora: Bruna Meneguetti
Gênero: Romance histórico
Editora: Reformatório

Sobre a autora:

Bruna Meneguetti é escritora e jornalista. Autora de O Céu de Clarice (Amazon, 2017) e coautora do livro-reportagem Corações de Asfalto (Patuá, 2018), atualmente está lançando seu segundo romance histórico O último tiro da Guanabara (Ed. Reformatório, 2019), contemplado pelo 1º Edital de Publicação de Livros da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

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