[Entrevista] Ge Benjamim - Tomo Literário

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Ge Benjamim começou a escrever com 19 anos e já tem contos nas antologias Zodíaco, Quando a Escuridão Bate à Porta e Enquanto Eles se Espalham, onde foi organizadora, além de Ninguém Vai Sobreviver, De Volta a Salem, 31 Contos Assombrados – Vol. II, O Universo Conspira Amor e Café e Prosa. Também participou das antologias digitais Imaginarium, Música em Contos e Continue nos Ouvindo.  Já tem uma obra publicada (Onde Habitam as Trevas: Contos Obscuros) e uma em fase de publicação (Amar é se Descobrir). Uma (quase) História de Amor é seu romance de estreia, em breve nas plataformas digitais. A escrita é parte da sua vida, portanto continua desenvolvendo novas histórias. Ela trabalha com design e é blogueira. A escritora falou ao Tomo Literário sobre seu início no universo literário, seus livros, o mercado editorial, autores que inspiram, novos projetos e outras coisas mais. Confira a entrevista.

Tomo Literário: Como foi o seu primeiro contato com a literatura e quando decidiu ser escritora?

Ge Benjamim: Eu sempre amei a leitura, não me recordo quando foi meu primeiro contato, porém sei que aconteceu quando eu ainda estava no pré. Sempre fiquei horas perdida na biblioteca e na maioria das vezes era a única que passava por elas. Como eu também sou blogueira, tive muito contato com escritores e numa noite aleatória um conto surgiu, a partir daí não parei mais.

Tomo Literário: Fale-nos sobre Onde Habitam as Trevas – Contos Obscuros. Os contos foram preparados especificamente para o livro ou foram feitos em separado e depois você resolveu reuni-los?

Ge Benjamim: Onde Habitam as Trevas é uma reunião de contos escritos para antologias e que não passaram na seleção. No fim, decidi juntar tudo, trabalhar na melhoria deles e publicá-los.

Tomo Literário: Você também organizou antologias como Quando a Escuridão Bate à Porta, Zodíaco e Enquanto Eles se Espalham. Como é, além de escrever, ter que selecionar textos de outros escritores?

Ge Benjamim: Organizar antologias é uma das minhas paixões. É tudo muito satisfatório. Estar em contato com o trabalho de muitos outros autores talentosos e poder selecionar quais estarão numa obra junto com um trabalho meu, é incrível.

Tomo Literário: Como você vê atualmente o cenário literário brasileiro, sobretudo para as escritoras que atuam com o terror?

Ge Benjamim: Acredito que o mercado literário tem uma certa carência de auxílio e divulgação. Apoios são importantes e a literatura não recebe o foco que merece, entretanto consigo ver o quanto as pessoas se esforçam com projetos, campanhas e se ajudam. Estamos fazendo um bom trabalho, principalmente as escritoras de terror que estão ocupando cada vez mais espaço na literatura.

Tomo Literário: De modo geral o que te move a escrever? Quais suas inspirações?

Ge Benjamim: A escrita é parte da minha vida, como comer ou tomar banho. Ela e o design são o que me movem, são o que me ajudam a me manter sã e focada. Não sei o que seria sem ela.

Em geral eu me inspiro em escritores que estão ao meu redor, ao ver suas lutas e conquistas.

Tomo Literário: Você está preparando algum novo projeto literário? Pode nos adiantar alguma informação?

Ge Benjamim: Sim, sempre! Eu não gosto de parar e tenho vários projetos em desenvolvimento. Quem me acompanha sabe que nesse mês terminei dois trabalhos: Uma (quase) História de Amor que é um drama LGBT sobre a descoberta da sexualidade e Percalços, um chick-lit sobre superação e amadurecimento. Há também um livro infanto-juvenil ilustrado, sobre amor próprio e aceitação, chamado Amar é se Descobrir. Todos eles serão publicados em breve. Fora esses há um romance de época e a continuação de Uma (quase) História de Amor que será uma trilogia.


Tomo Literário: Quais são os autores que você admira ou que de alguma forma influenciaram o seu trabalho como escritora?

Ge Benjamim: Tem dois autores que me marcaram muito com suas escritas e por eles decidi investir no terror, que são Joe Hill e a queridíssima Cláudia Lemes. Eu me apaixonei pelo gênero ao ler Estrada da Noite, mas foi Eu Vejo Kate que me puxou de verdade pra escrita.

Tomo Literário: Que livros, de quaisquer gêneros, você recomendaria aos leitores? Está lendo algum atualmente?

Ge Benjamim: Caramba, a minha lista de livros a indicar é enorme, mas começo por Eu Vejo Kate da Cláudia, é simplesmente o melhor livro de todos. Apesar de amar o terror, gosto muito de histórias que trazem drama e mensagens importantes. Deixo aqui uma lista de obras que amo:

A vida na porta da geladeira, Como viver eternamente, Amanhã você vai entender, Depois daquela viagem, Feia, No escuro, Branca como leite vermelha como o sangue e Uma vida para sempre. A lista é grande!

Tomo Literário: Além da literatura o que mais Ge Benjamin gosta de fazer? Quais suas outras paixões?

Ge Benjamim: Além da escrita, eu amo fotografar e trabalhar com design. Participar do desenvolvimento de livros e ver minhas capas/diagramações na mão de leitores me deixa muito feliz.

Tomo Literário: Gostaria de deixar algum comentário para os leitores do blog?

Ge Benjamim: Só quero agradecer pela oportunidade de falar um pouco mais sobre meu trabalho, tanto pra quem já me conhece quanto pra quem ainda vai me conhecer.  Espero que gostem do meu trabalho.

Obrigada pelo carinho!

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