Os Crimes do Monograma - Agatha Christie por Sophie Hannah

Quando soube que o personagem mais popular e famoso de Agatha Christie (1890-1976), Hercule Poirot, voltaria a figurar num livro, fiquei, digamos, surpreso.

Agatha Christie tinha tanto apego por seu personagem belga que, em Cai o Pano (publicado em 1975), ela o matou.  Isto foi feito, segundo rumores, para que ninguém usasse o personagem após a sua morte. No entanto, a família de Agatha Christie, que hoje detém os direitos das obras da escritora, cedeu ao cerco dos editores e autorizou  a escritora britânica Sophie Hannah a escrever mais uma história envolvendo o franzino e astuto  detetive Hercule Poirot. O baixinho bigodudo vai usar suas "células cinzentas" em mais um caso, porém não pelas mãos da Rainha do Crime.

O livro, com tradução de Alyne Azuma, tem 288 páginas e foi lançado pela Nova Fronteira e já está à venda.  A autora Sophie Hannah é fã assumida de Agatha Christie e já escreveu oito romances policiais.
Mathew Prichard, neto de Agatha Christie e detentor dos diretos
sobre a obra da escritora. Ao lado, Sophie Hannah.

Estou muito curioso para ler, porque atingir a simplicidade com que Agatha Christie escreve não deve ser tarefa fácil. E ler sobre Poirot, um dos meus personagens preferidos de toda literatura, escrito por mãos que não sejam de sua autora original será, no mínimo, intrigante.

Sinopse
Em 1929, num café em Londres, o detetive é surpreendido pela entrada dramática de uma mulher certa de seu assassinato iminente. Mas, para o espanto de Poirot, ela não deseja ajuda: diz que merece o que está por vir e sai desabalada do local, sem mais explicações.Enquanto isso, o policial Edward Catchpool se depara com um cenário perturbador: em quartos diferentes do mesmo hotel, três cadáveres são encontrados dispostos da mesma maneira cuidadosa e com uma abotoadura de ouro com as iniciais P.I.J. em cada um. Juntos, Poirot e Catchpool tentarão desvendar a possível conexão entre aquela estranha mulher e os três crimes, antes que mais mortes ocorram e seja tarde demais.



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