Hercule Poirot - Personagem de Agatha Christie

Foi durante a Primeira Guerra Mundial que Agatha Christie passou a escrever histórias de detetive. O livro de estreia foi “O Misterioso Caso de Styles”. Agatha começou a escrever após aceitar um desafio de sua irmã Madge que disse que ela não poderia escrever uma boa história de detetive, mas também escrevia para safar-se da monotonia. Foi em 1919 que John Lane, o quarto editor a ler os manuscritos, aceitou-o e contratou Agatha para publicar o livro e produzir mais cinco.

Algumas capas do livro que foram publicadas no Brasil.
Em “O Misterioso Caso de Styles” surge Hercule Poirot. Durante o período da guerra, havia muitos refugiados belgas na zona rural inglesa e embora não tenha sido inspirado em uma pessoa em particular, Agatha pensou que um refugiado de tal nacionalidade e sendo um ex-policial, poderia tornar-se na história um grande detetive.

Nos livros Poirot é sempre confundido como sendo de nacionalidade francesa. É um personagem dotado de extravagância, sem modéstia e muito se gaba do uso de suas “células cinzentas”, que pode ser considerado como o seu vasto conhecimento da natureza humana. O bigode é uma de suas características marcantes, além da aparência impecável e elegante. O nome Hercule lembra o herói Hércules da mitologia grega, mesmo que o detetive seja um homem pequeno. O sobrenome Poirot tem origem em “poireau”, que em francês significa alho-porro ou verruga.
Whitehaven Mansions - na ficção é a residência de Hercule Poirot.
O personagem mora na Farraway Street número 14, onde localiza-se a Florin Court, também chamada de Whitehaven Mansions. Hercule diz que pode resolver seus crimes “apenas sentado na sua poltrona” e usando de psicologia humana, tornando-se assim um detetive de deduções aguçadas, que prefere interrogar os próprios envolvidos no caso. Para isso não poupa trabalho mesmo que tenha que investigar como o faz a pedido de Hastings, ou quando necessário. É obcecado por ordem e método, chegando a relatar que se alguém praticasse um crime com ordem e método, até mesmo Hercule Poirot seria incapaz de descobrir o criminoso.

Veja como personagem é descrito no livro: “Poirot era um homem extremamente baixinho. Não deveria ter mais do que 1,60m, mas tinha seu orgulho próprio e andava de cabeça erguida. Sua cabeça tinha o exato formato de um ovo, mas ele nunca ligou para isso. Tinha um estilo militar; a limpeza de suas roupas era de invejar, acredito que causaria mais dor nele uma mancha de sujeira do que um tiro. Este homenzinho esquisito, que mancava um pouco, foi na sua época um dos melhores membros da polícia Belga. Como detetive tinha um talento extraordinário, conseguindo resolver casos complexos e emaranhados.” 
David Suchet - intérprete do personagem na série
televisiva britânica Agatha Christie's Poirot 
Para que o personagem não fosse explorado após sua morte, Agatha Christie decidiu pelo seu fim, em um livro escrito em 1940, mas que segundo informações ela exigiu que fosse publicado apenas após a sua morte. O livro chama-se “Cai o Pano” e foi lançado somente em 1975, encerrando a jornada do famoso detetive.

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