10 Escritores brasileiros e seus primeiros livros


Érico Veríssimo – Clarissa
Foi em 1933 que o escritor lançou o seu primeiro romance, Clarissa. Havia, no entanto, feito publicações anteriores de contos “Chico: um conto de natal”, “Ladrão de gato” e “A tragédia de um homem gordo”. Clarrisa conta a história da personagem de mesmo nome, que sai de uma cidade do interior e vai para a capital Porto Alegre. O livro mostra o despertar da jovem para o mundo e seu cotidiano na década de 30.



Graciliano Ramos – Caetés
Lançado em 1933 o livro vinha sendo escrito por Graciliano desde 1925. João Valério, o personagem principal do livro, introvertido e fantasioso, apaixona-se por Luisa, mulher de Adrião, dono da empresa que ele trabalha. Uma carta anônima denuncia o caso e o marido traído comete suicídio.  


João Ubaldo Ribeiro – Setembro não Tem Sentido
A primeira publicação de João Ubaldo foi escrita quando ele tinha 21 anos de idade e lançada originalmente em 1968. Ele desejava batizar o livro de “A Semana da Pátria”, no entanto o editor foi contrário ao nome. Duas histórias são narradas no volume e se passam durante as comemorações de 07 de Setembro: a do boêmio que tumultua os eventos públicos com sua bebedeira e do jornalista aposentado que relembra o passado com amargura enquanto perde sua sanidade.


Jô Soares – O Astronauta Sem Regime
Um caçador de elefantes que chega a uma triste conclusão em relação ao caráter destes imensos animais; o duelo “intelectual” entre um admirador de Beethoven e um admirador de Gardel; o home que pagava várias vezes a mesma conta e sempre queria pagar mais; fábulas, testes, frases, o JÔ-jornal, o Pequeno Dicionário Imbecil, estão no livro. Foi a primeira aparição de Jô como escritor, em 1985.

Jorge Amado - O País do Carnaval
Primeiro livro do escritor baiano Jorge Amado, foi  publicado em 1931. Jorge tinha na época 19 anos de idade. O livro conta a história de um intelectual brasileiro educado em Paris. O personagem não se identifica com o Brasil e, para ele, o carnaval é uma alienação do povo. Questões como política, filosofia e religião são debatidas no livro. Uma curiosidade: em 1937 o livro foi queimado em praça pública por ser considerado subversivo pela polícia do Estado Novo.




Luiz Ruffato – História de Remorsos e Rancores
São textos curtos que falam do dia-a-dia desgraçado do povo, sem afetação ou moralismo. O livro de contos do escritor foi lançado em 1998.


Machado de Assis – Queda que as Mulheres têm para os Tolos
A estreia do escritor ocorreu com a tradução do livro que foi publicado em 1861. Originalmente o livro foi escrito por Victor Hénaux (escritor belga). O ensaio fomentou o debate antigo a respeito da originalidade e da imitação na literatura, tendo sido ora considerado texto original do grande escritor brasileiro, ora adaptação, ora tradução. Seu primeiro livro de poesias, foi “Crisálidas”, publicado em 1864.


Mário Quintana – A Rua dos Cataventos
Lançado em 1940, é um livro de poesias que deu início à carreira literária de Mário Quintana. O conjunto de 35 sonetos reunidos  no livro expressa várias das preferências temáticas do autor e muitos dos motivos que serão recorrentes ao longo de toda a sua produção. A leitura de “A Rua dos Cataventos” é uma iniciação importante à obra do poeta, permitindo que se compreenda como ele desenvolveu os elementos poéticos, que são determinantes em seu fazer desde o livro inaugural

Paulo Coelho – Arquivos do Inferno
Em 1982, o próprio autor editou seu primeiro livro, que não teve qualquer repercussão. É um livro de relatos com suas reflexões soltas sobre a época. Numa pesquisa rápida pela internet é possível encontrar quem venda o exempla por R$ 1200,00.

Rubem Fonseca – Os Prisioneiros

O livro de contos marca a estreia de Rubem Fonseca em 1963. Os protagonistas dos doze contos guardam uma força para resistir ao mundo que uniformiza e corrompe o que existe de mais verdadeiro em cada ser humano.


Nota: Os escritores foram escolhidos de maneira aleatória.

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