Novidades da L&PM Editores

Fernando Pessoa: Obras Escolhidas
Fernando Pessoa

Se você acha que nunca leu FernandoPessoa (1888-1935), provavelmente está enganado: versos deste poeta singular, dono de uma imaginação ilimitada, estampam para-choques, camisetas, artigosde papelaria, sem falar na internet. Essa onipresença é típica da obra de Pessoa, que, além de escrever poemas sob seu próprio nome, imaginou heterônimos e semi-heterônimos – personagens com personalidade, biografia, estilo próprios – e sob o nome desses criou alguns dos mais belos poemas jamais escritos. Tanto é assim que sua obra resiste no tempo e rompe as barreiras da língua portuguesa, sendo conhecida e cultuada no mundo inteiro, por leitores e críticos.

Neste livro você encontrará o essencial de Fernando Pessoa: seu grande poema épico Mensagem, sobre Portugal e as navegações, publicado sob seu próprio nome em 1934, além da poesia completa dos seus três principais heterônimos: o pastor e mestre AlbertoCaeiro; o médico de estilo clássico Ricardo Reis; e o engenheiro naval com inclinação modernista Álvaro de Campos. Não é toda a obra de Fernando Pessoa, mas é só o que você precisa ler para se apaixonar.

Obras escolhidas: Mensagem, Poemas de Alberto Caeiro, Odes de Ricardo Reis, Poemas de Álvaro de Campos.


Nietzsche: Obras Escolhidas
Friedrich Nietzsche

Engana-se quem pensa que a obra do controverso e multifacetado Nietzsche é só para filósofos. Aforismos e ideias deste original pensador estão presentes no imaginário popular – tais como a teoria do super-homem e do eterno retorno– e têm influências duradouras na cultura ocidental. Ele não mediu palavras para criticar a religião e a moral de sua época, e o fez de forma metafórica, irônica, até mesmo ácida. Seus provocativos textos continuam a instigar os leitores, e o autor se revela um pensador vigoroso como poucos.

Neste livro você encontrará uma boa amostra da produção nietzschiana: em Além do bem e do mal: Prelúdio a uma filosofia do futuro (1886), o autor critica a metafísica e clama por uma avalição da realidade sem apelo a instâncias transcendentais e outras ilusões; em O anticristo: Maldição contra o cristianismo (1888), critica a moral cristã e conceitua o cristianismo como a vitória dos fracos; e Ecce homo: De como a gente se torna o que a gente é (também de 1888) – a mais difundida de suas obras –, constitui uma autobiografia sui generis, em que Nietzsche apresenta e comenta suas obras e sua própria importância.


Kafka: Obras Escolhidas
Franz Kafka

Se você acha que nada sabe sobre a obra de Franz Kafka (1883-1924), engana-se. Não é à toa que o termo kafkiano passou aos dicionários designando algo absurdo – e todo mundo já se sentiu preso numa situação surreal sem saber como isso aconteceu, como num pesadelo. Em grande parte aí reside a mágica da literatura desse autor tcheco de língua alemã: a capacidade de simular um sentimento de desamparo quase infantil diante de um mundo cheio de engrenagens incompreensíveis e indecifráveis, e, assim, tocar algo universal em todos nós.


Neste livro  você encontrará uma boa amostra da literatura de Kafka: a influente novela A metamorfose , em que o protagonista se vê metamorfoseado num inseto; o mais conhecido de seus romances, O processo, em que o personagem principal (sugestivamente chamado K.) é preso de surpresa certo dia e levado a julgamento por pessoas suspeitas e instâncias inóspitas – sem que ninguém possa lhe informar por que está sendo julgado; e a excruciante Carta ao pai, desabafo escrito para o próprio progenitor – cuja força e falta de sensibilidade sempre atemorizaram Kafka – e jamais enviado.

William Shekespeare: Obras Escolhidas
William Shekespeare


Se você acha que nunca leu William Shakespeare (1564- 1616), engana-se: versos, frases e expressões desse bardo inigualável banharam a língua inglesa e hoje habitam todos os idiomas e todas as culturas. Seus personagens com seus dramas – múltiplas facetas da condição humana – são conhecidos por virtualmente todas as pessoas: o torturado Hamlet, a inocente Desdêmona, o decadente Rei Lear, a frágil Ofélia, os maquiavélicos Iago e Lady Macbeth, o pusilânime Macbeth, o amargo Shylock, os enamorados Romeu e Julieta, entre tantas outras criaturas nascidas da mente desse gênio que desafiou os limites da criatividade humana.

Neste livro você encontrará uma excelente amostra da obra do autor: a história da trágica paixão entre Julieta Capuleto e Romeu Montéquio; a vingança de Shylock, agiota judeu; o drama de Otelo que, incitado por Iago, é cegado pelo ciúme; a ambição desmedida do general Macbeth, que comete o regicídio para usurpar o poder; e a romanesca história do mago Próspero, derradeira criação teatral do dramaturgo, considerada por muitos como a mais clássica peça shakespeariana. Não é toda a obra de William Shakespeare, mas é só o que você precisa ler para se apaixonar.

A Vida é Sua - Eduardo Moreira

Muitos são os acontecimentos que vivenciamos ao longo da vida, sejam eles bons ou maus. Além dos acontecimentos que provocam em nós uma soma de sentimentos, sofremos influência de muitas pessoas que nos cercam e, naturalmente, carregamos um pouco de tudo e de todos que passam pela nossa vida.

“A Vida é Sua”, de Eduardo Moreira foi publicado pela Editora Alaúde em 2016 (184 páginas).

Com tantas coisas que nos acontecem e pessoas que nos cercam (no trabalho, na escola, na família e em outros grupos sociais) há que se dizer que a vida nos pertence. Apesar de todas as influências “A Vida é Sua”, e cabe a você decidir sobre seus caminhos e cabe também a você torná-la feliz. O poder de transformar suas ações está em suas mãos.

No livro há 52 textos de Eduardo Moreira, que inspiram, questionam, instigam e nos fazem refletir sobre como tomar as rédeas de nossa vida. Mudança, medo da morte, recomeço, sofrimento, medo, felicidade, aprendizado, desenvolvimento profissional, o amor e outros tantos assuntos do cotidiano são observados pelo autor e, sobre cada um deles, nos apresenta suas reflexões, com o intuito de que possamos compreender o poder que temos sobre a nossa própria história.

Os textos do autor são genuínos e carregam suas experiências pessoais. Eduardo passou por dois eventos fortuitos que acabaram por dar a ele a oportunidade de olhar para si mesmo de maneira diferente. O texto transparece a vivência e o entendimento do autor.

"E qual seria então o papel do sofrimento? Acredito que o sofrimento seja como uma sala de aula, um curso preparatório que devemos frequentar para possibilitar mudanças. Para que a mudança aconteça, é necessário passar por um momento de transição: uma dor pequena agora para evitar o tombo grande lá na frente."

Eduardo fez um belo livro. Bem escrito, claro, objetivo e motivador. Os textos são leves, mas possuem profundas e reveladoras reflexões. Com suas observações toca o leitor pela forma com que escreve e a clareza com que traduz os sentimentos. Um livro para ler em qualquer lugar, a qualquer hora. É um livro que podemos deixar na cabeceira e volta e meia folheá-lo e ler um texto para refletir, para despertar um novo olhar, para reacender ideias.

Poesias e mensagens escritas em finais de ano, na época do Natal, estão presentes no livro e também reforçam o olhar de ver a vida como um presente. Sim, a vida é um presente.

Com sua própria experiência e a partir de reflexões de grandes pensadores, o autor costura uma colcha de retalhos de histórias que se unem para entregar vida ao leitor. A vida é sua! Lembre-se disso antes de ler, durante a leitura e depois dela!


Sobre o autor
Eduardo Moreira é sócio-fundador do grupo Brasil Plural, uma das empresas financeiras mais respeitadas do país. Graduado em Engenharia e formado em Economia pela Universidade da Califórnia, escreveu também o livro "Encantadores de Vida", que figurou na lista de best-sellers por vários meses em 2012. É autor dos livros "O Encantador de Montanha" e "O Encontro".
Ficha Técnica
Título: A Vida é Sua
Escritor: Eduardo Moreira
Editora: Alaúde
ISBN: 978-85-7881-348-2
Edição: 1ª
Número de Páginas: 184
Ano: 2016
Assunto: Desenvolvimento pessoal

Vidas Provisórias - Edney Silvestre

“Vidas Provisórias”, de Edney Silvestre foi publicado pela Editora Intrínseca em 2013. No livro, dois personagens compartilham suas experiências de exílio. Paulo e Bárbara são os personagens a que nos referimos.

Ambos vão para outros países. Paulo, porque fora perseguido durante a ditadura militar no Brasil. Em 1970 ele chegou a ser preso e torturado (situação traumática por envolver pessoas próximas, muito próximas). Bárbara vai para os Estados Unidos, por motivo diverso do de Paulo. Ela vai como imigrante ilegal, fugindo da violência que sofria no país.

Paulo encontra um novo amor, reconstitui sua vida, mas ainda carrega pesadas  lembranças do tempo em que vivera sobre o regime ditatorial. Sentiu a dor causada pelo regime de governo na própria pele. A sombra do que viveu o ronda pelos países que passa. Já Bárbara, atua como faxineira de um grupo de prostitutas, após ter sido iludida por um namorado que a levou até lá  e que se casa com outra para manter-se na legalidade. A moça tem amizade com um homossexual que está doente, vive uma paixão que não revela por não poder ser correspondida e se esconde com medo de ser descoberta como imigrante ilegal.

As histórias que nos são contadas passam por diversos países: Brasil, Chile, Estados Unidos, Suécia, Iraque e França. Na publicação, as histórias são apresentadas de maneira graficamente distintas. As de Paulo são contadas em letras pretas e ocupam a página toda, as de Bárbara em letras azuis e ocupam dois terços da página. Os capítulos de Paulo e Bárbara se alternam, e o ritmo da história mantém-se firme e coeso.


Os personagens encaram suas vidas provisórias, e tem de lidar com a perda da identidade. O passado de ambos, no entanto, sempre os ronda. Ao longo do tempo eles sofrem transformações, mudanças que são impulsionadas por suas buscas de firmar identidade. De um jeito ou de outro torcemos por Paulo e Bárbara para deixarem seu passado de dor e angústia para traz e viverem uma nova história.

"(...) Cada parte de seu corpo doía, cada uma de forma diferente. Nunca imaginou que fosse possível sentir tanta dor. Uma mais aguda, outra mais penetrante, outra ardente, outra mais ardente ainda, junto a muitas, a todas as pequenas dores que se reuniam para fazer de seu corpo uma dor única."

Edney Silvestre tem uma narrativa coesa, agradável, viva. Um livro sensível, mas que possui a força de um excelente escritor que nos conta uma história que nos absorve, e nos faz sentirmo-nos na pele dos personagens. O Financial Times classificou “Vidas Provisórias” como extraordinário. Não consegui discordar. De fato o livro é extraordinário, surpreendente e muito bem escrito. Não poderia esperar nada diferente vindo do grande jornalista que Edney Silvestre é.

"Vidas Provisórias", é um excelente romance. Vale pelo autor, vale pela Editora, vale pela história, vale pelos personagens. A descoberta do desconhecido, as incertezas, as certezas dos acontecimentos do passado que deixam suas feridas na alma, as dores humanas que afligem os personagens, a história em busca de superação, de um reencontro com sua própria vida, a busca por tornar a vida provisória uma vida definitiva, viva. O livro é encantador.

Ficha Técnica
Título: Vidas Provisórias
Escritor: Edney Silvestre
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-389-3
Edição: 1ª
Número de Páginas: 240
Ano: 2013
Assunto: Romance brasileiro

[Parceria] Escritor Paulo José

O Tomo Literário vem anunciar o seu novo parceiro: o escritor Paulo José.

Paulo começou escrever poesias e contos aos 11 anos de idade. Em 1989 começou a escrever peças de teatro. Desde de 2001 mantém o site cultural http://www.dicadeteatro.com.br/.

O escritor publicou o livro "Sumiço da Lua" em 2015 e escreve textos no https://temoquescrever.wordpress.com/ e seus contos no blog https://temoquescrever.wordpress.com/.

Conheça a página do livro no Facebook: https://www.facebook.com/livrosumicodalua/?__mref=message_bubble

Livros da Editora Biblioteca 24 Horas


Conheça três livros publicados pela Editora Biblioteca 24 Horas.


Mutações – Renata Emily (120 páginas)

Mutações é, acima de tudo, um intenso esforço de empreendimento de uma compreensão cotidiana. Renata Emily se utiliza de recursos diversos para promover este olhar: o humor, a ironia e o lirismo revelam liberdades de escolha, desejos de conquista, ambição desmedida, contradições do sentimento amoroso, tragédias privadas e desgraças públicas, além do universo de verdades, mentiras e segredos expostos e escondidos sob o empate entre opressores e oprimidos. O poder da escrita de Renata Emily aponta uma esperança para todo aquele que soletra o caos e a desordem nas páginas de Mutações. O sentimento está longe de desvelar um happy ending, porém acalenta a sensibilidade de qualquer um que crê em um mundo melhor. O livro que surge em suas mãos é o retrato de nossas fraquezas primitivas, de nossas ambições tacanhas e medíocres, de nossas qualidades inegáveis e inquestionáveis. Algumas passagens talvez não irão nos agradar, outras possivelmente nos surpreenderão, mas jamais podemos dizer que o reflexo que se faz em cada página não é o nosso. Por isso, dê início à leitura desta obra e siga ao encontro das mutações poéticas do cotidiano.

O Brilho do Escorpião – Marco M. W. de Castro Araújo (252 páginas)

Vaidade e cobiça, traição e intriga são os ingredientes de O Brilho do Escorpião, romance policial ambientado em um teatro na cidade do Rio de Janeiro. Durante a montagem e apresentação de uma peça teatral, estranhos e surpreendentes crimes acontecem e levam a polícia a investigar aqueles que poderiam estar envolvidos. Na medida em que se aprofundam nos trabalhos, os policiais se surpreendem, cada vez mais, com as questões cotidianas de um teatro e a montagem de um espetáculo, vendo que as paixões dos personagens se mesclam com as dos atores e é difícil distinguir o que é ficção do que é realidade. Paixões e dinheiro permeiam todos os caminhos de O Brilho do Escorpião.

A Torre – Leca Haine (398 páginas)

Eusébia, uma velha mulher arrogante e preconceituosa, vê-se sozinha e sem ninguém para conversar, a não ser o porteiro Tião, que veio do nordeste em busca de trabalho. Com o passar do tempo, surge uma espécie de codependência entre os dois, induzida pela solidão que sentem e que não têm coragem de confessar nem mesmo para si próprios. Somente encarando os erros do passado e buscando perdoar a si mesmos, ambos conseguem enxergar que a Torre, o prédio onde moram, não é mais o mesmo e que um novo destino os aguarda.

Para conhecer o catálogo completo da editora viste o site: www.biblioteca24horas.com.br.

[Sorteio] Vem aí.


O Frio Aqui Fora - Flávio Cafiero

Perder a promoção para um cargo na empresa pode desestabilizar uma pessoa, durante algum tempo. Mas não bastasse isso, a mesma pessoa sofre com o abandono da namorada, o que potencializa a desestabilização. Com esses fatos vindo a tona, tudo ao redor parece desmoronar.

Diante de relações que não são mais fortes e sustentáveis, de certezas que carregam dúvidas, ele tenta retomar um projeto que havia engavetado na adolescência, o projeto de ser escritor. Luna, é um executivo que nos conta sobre os últimos acontecimentos de sua vida e, com tudo que parece desabar, ele segue uma nova jornada.

“Eram sonhos de adolescente, desde garoto sonho em ser escritor, embora tenha exilado o sonho em algum canto, décadas, e ainda me recordo do fascínio que senti pelo objeto, o livro físico na prateleira, primeiros fetiches, mas pouco escrevi, um ou outro poeminha como todo mundo (...)”

O que outrora parecia firme, seguro, garantido, não é mais. O frio aqui fora é o lugar em que as acomodações se desacomodam. O conforto do que aparentava certo coloca o homem em confronto com tudo que o cerca. Nada é como antes e tudo recebe um olhar que ganha cores dos solavancos que a vida dá.

A narrativa de Flávio Cafiero é coesa, uma escrita sólida e tem um tom de conversa. O personagem narrando sua história tem um ar de bate-papo com amigo. Em que pese o fato de que há algumas lacunas que são deixadas, exatamente como quando conversamos (aquela papo que emenda num outro assunto), tudo parte de um mesmo ponto (a vida do personagem) e se unem dando conexão.

Luna, que tem certos estranhismos com as palavras, mas usa bem delas para chegar ao leitor. Somos sugados para a história singular e participações de suas inquietações ante o desconfortável que é viver. Nos apontamentos que o livro faz sobre animais, notadamente percebemos que há uma questão de colocar em voga o desenvolvimento da espécie, portanto também, o desenvolvimento humano. Seria essa a evolução de Luna?

A ficção que dá ao leitor nesse seu primeiro romance, publicado pela Editora Cosac Naify em 2013, traz o personagem principal com um toque de nuances pessoais do escritor. Há na história de Luna um pouco da história de Flávio.

Boa leitura!



Ficha Técnica
Título: O Frio Aqui Fora
Escritor: Flávio Cafiero
Editora: Cosac Naify
ISBN: 978-85-405-0560-5
Edição: 1ª
Número de Páginas: 256
Ano: 2013
Assunto: Literatura brasileira

Ghriphos Meus - Felipe Ferreira

Ler o "gripho" do autor datado de 16 de janeiro de 2014, presente na contra-capa, apresentou o livro de uma maneira instigante.

"Griphos Meus"  pode levar a crer que os textos serão meramente encapsulados e fechados para o mundo do escritor, no entanto, ao leitor menos desavisado, cabe um aviso: você vai ler algo que se apresenta revelado, sem amarras, sem mordaça e com criticidade aguçada. Refiro-me ao fato de que não são textos introspectivos, muito pelo contrário. A ostra (triste), definição que o autor se deu nos brinda com textos que se revelam, se abrem para o mundo.

Em “Griphos Meus – cinema, literatura, música, política & outros gozos crônicos”, Edição do Autor, 2014 (183 páginas), Felipe lança ao leitor suas percepções, observações, constatações e interpretações de temas variados (presentes no subtítulo do livro). Num texto bem escrito, pessoal e voraz, nos deleitamos com seu olhar crítico e apurado sem ser pretensioso e empossar-se dono da verdade ou desejoso da derrota alheia. Não é a crítica pela crítica, voltada em maldizer o foco do texto que ele assistiu, leu, viu ou ouviu. O autor é, antes de tudo, um observador que lança seus (sem posse) sentimentos sobre o mundo. 

“(...) estamos tão condicionados, seja pela mídia ou pela própria cultura familiar, a polemizar tudo, que o mais singelo ato de amar, seja lá quem for, vira o começo do fim.”

A leitura é intensa e prazerosa. Ora apresenta nuances de suavidade, ora voraz e arrasadora tocando profundamente no cerne da questão a que o escritor se refere, ora erótica, sensual, sexual, ora filosófica. O intento do autor em fazer seus "griphos" viscerais foi atingido. Para quem, como eu, gosta de textos precisos, profundos e contundentes é um livro que surpreende (positivamente, faço questão de anotar – grifo meu).

Que bom se deparar com apontamentos pessoais, mas intensos e amplos, que nos atingem na concordância e na discordância de suas impressões, mas que sobretudo nos provocam. Versam sobre diversas artes, sejam elas cinematográficas, literárias, musicais, políticas, ou simplesmente da arte da vida. Sim, viver é uma arte. Escrever também. E o autor tem um texto artístico, e até poético, que muito me agradou.

Felipe Ferreira / Foto: Raulino Junior

Sobre o autor:

Felipe Ferreira é escritor e roteirista. Ariano, santo-amarense, soteropolitano. Graduado em Letras com Inglês pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). É colunista do Cinem(Ação), do Ambrosia e do PubliKador.



O livro pode ser adquirido diretamente com o autor. Consulte nas redes sociais.

Ficha Técnica
Título: Griphos Meus: cinema, literatura, música, política & outros gozos crônicos
Editora: Edição do Autor
Ano: 2014
Edição: 1ª
Número de Páginas: 183
Assunto: Ensaios brasileiros

[Lista] Livros sobre História do Brasil


Dia 22 de abril comemora-se o Dia do Descobrimento do Brasil. E o Tomo Literário preparou uma lista de livros que falam sobre momentos da história do Brasil. Confira as sinopses divulgadas por editoras. 

Raízes do Brasil
Autor: Sérgio Buarque de Holanda
Editora: Companhia das Letras


Nunca será demasiado reafirmar que "Raízes do Brasil" inscreve-se como uma das verdadeiras obras fundadoras da moderna historiografia e ciências sociais brasileiras. Tanto no método de análise quanto no estilo da escrita, tanto na sensibilidade para a escolha dos temas quanto na erudição exposta de forma concisa, revela-se o historiador da cultura e ensaísta crítico com talentos evidentes de grande escritor. A incapacidade secular de separarmos vida pública e vida privada, entre outros temas desta obra, ajuda a entender muito de seu atual interesse. E as novas gerações de historiadores continuam encontrando, nela, uma fonte inspiradora de inesgotável vitalidade. Todas essas qualidades reunidas fizeram deste livro, com razão, no dizer de Antonio Candido, "um clássico de nascença". 

Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo
Autor: Mário Magalhães
Editora: Companhia das Letras

Cuidado, que o Marighella é valente, disse Cecil Borer, diretor do Dops do Rio, antes de despachar uma equipe para capturá-lo em seguida ao golpe de 64. Depois de nove anos de apuração, chega às livrarias a aguardada biografia de Marighella, o guerrilheiro intrépido, bem-humorado e sedutor. Seu autor é o premiado jornalista Mário Magalhães, por muitos anos repórter especial e ombudsman da Folha de S. Paulo. 

A narrativa percorre a vida, a obra e a militância do controverso mulato baiano que foi deputado federal, poeta e estrategista da guerrilha no Brasil. Passagens pela prisão, resistência à tortura, assaltos a bancos (e a um trem pagador), tiroteios, espionagem internacional, tudo é apresentado em ritmo de thriller, com revelações desconcertantes. 

A biografia de Carlos Marighella (1911-69) é também um livro sobre a história política entre as décadas de 1930 e 60. Por isso, figuras como Fidel Castro, Getúlio Vargas, Carlos Lamarca, João Goulart, Che Guevara, Luiz Carlos Prestes, Carlos Lacerda e Olga Benario aparecem como coadjuvantes de luxo. 

Vigiado pela CIA e monitorado pelo KGB, Marighella conseguiu se manter ativo ao longo de seus quase quarenta anos de militância, mesmo quando procurado internacionalmente. No mundo inteiro, personalidades o apoiaram, como Jean-Paul Sartre, Glauber Rocha, Jean-Luc Godard, Augusto Boal, Joan Miró e Luchino Visconti. Em paralelo ao trabalho de campo, Marighella publicou livros e textos que se tornaram clássicos em dezenas de idiomas, como o Minimanual do guerrilheiro urbano.

Getúlio – Dos anos de formação à conquista do poder
Autor: Lira Neto
Editora: Companhia das Letras

“Em uma das páginas de seu Diário, escrito entre 1930 e 1942, Getúlio Vargas anotou: ‘gosto mais de ser interpretado do que de me explicar’. Essa observação parece ser um desafio irônico para quem buscasse entendê-lo, em vida ou ao longo da história. Lira Neto está entre os autores que aceitaram o desafio. Seu livro contribui significativamente para a compreensão do personagem que, para bem ou para mal, foi a maior figura política do Brasil, no século XX. Este primeiro volume da trilogia Getúlio vai do nascimento de Vargas à sua ascensão ao poder, no bojo da revolução de 1930. O estilo jornalístico do autor resulta num texto fluente, que evita, ao mesmo tempo, os recursos fáceis e a banalidade. Com base numa impressionante pesquisa, Lira Neto narra, com brilho e riqueza de detalhes, a história da vida pessoal e da vida pública de Getúlio, dos tempos do Rio Grande do Sul à entrada na cena política da Capital da República.” Boris Fausto.

Getúlio 1930-1945 - do Governo Provisório À Ditadura do Estado Novo
Autor: Lira Neto
Editora: Companhia das Letras

Reconstituindo os mandatos de Getúlio no Palácio do Catete como chefe do Governo Provisório (1930-4), presidente constitucional (1934-7) e, por fim, ditador (1937-45), bem como os meandros de sua vida privada, a segunda parte da biografia monumental demonstra a astúcia calculista do gaúcho de São Borja em sua plenitude. Livre das amarras da “carcomida” Constituição de 1891, Getúlio procurou estabelecer uma agenda nacionalista e estatizante de desenvolvimento socioeconômico enquanto, no plano político, engendrava complicadas maquinações palacianas para manter opositores e apoiadores — entre comunistas e militares, camisas-verdes e sindicalistas — sob a égide de sua autoridade pessoal. A Revolução Constitucionalista de 1932, a “intentona” comunista de 35 e o putsch integralista em maio de 38, fragorosamente derrotados pelo governo, foram os mais sérios desafios à perpetuação de Vargas no  Executivo federal. Por outro lado, a eleição indireta e a Constituição de 1934, além do golpe de mão do Estado Novo, simbolizaram os momentos de triunfo inconteste do poder getulista.

No plano externo, a eclosão da Segunda Guerra Mundial marcou a reaproximação do ditador com as potências aliadas e, internamente, a decadência do regime estadonovista. Pressionado pela diplomacia norte-americana e por ataques alemães a embarcações brasileiras, Vargas envolveu o país no conflito europeu motivado por interesses econômicos. Mas a contradição entre lutar pela democracia na Europa e exercer o poder ditatorial no Brasil acabaria minando sua sustentação nos quartéis.          

Amparado pela máquina de propaganda do famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), o caudilho se tornou um mito popular, status que preservou mesmo após a humilhante deposição em 1945. “Pai dos pobres” ou déspota do populismo, Getúlio e sua primeira passagem pelo Catete ainda hoje inflamam os seguidores e críticos de seu contraditório legado histórico.

Getúlio (1945-1954) - da Volta Pela Consagração Popular ao Suicídio
Autor: Lira Neto
Editora: Companhia das Letras

Na terceira e última parte da consagrada série biográfica sobre Getúlio Vargas, Lira Neto reconstitui os acontecimentos políticos e pessoais mais importantes dos anos finais do ex-presidente. Entre a deposição por um golpe militar, em outubro de 1945, e o suicídio, em agosto de 1954, o livro revela como a história do Brasil se entrançou com a vida de Getúlio, inclusive enquanto afastado do poder. “Entrei para o governo por uma revolução, saí por uma quartelada”, lamentou-se Getúlio Vargas numa carta enviada de seu exílio rural em São Borja (RS), em novembro de 1945, ao amigo e correligionário João Neves da Fontoura. Depois de quinze anos no Palácio do Catete, emendando na sequência da Revolução de 1930 a chefia dos governos provisório e constitucional e a ditadura do Estado Novo, Getúlio fora obrigado a se retirar para sua região natal, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, pelos mesmos militares que haviam apoiado seu projeto nacionalista de poder. 


História do Brasil
Autor: Boris Fausto
Editora: Edusp

Cobrindo um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Ao analisar minuciosamente as grandes linhas de força que indicam o sentido de nossa formação, o autor detém-se no estudo de instituições fundamentais, como o sistema colonial, o sistema escravista e os regimes autoritários do século XX, dando ênfase às práticas sociopolíticas, sem deixar de enfrentar questões polêmicas, como as razões do abandono da escravidão dos índios pelos portugueses e a opção pelos africanos; a manutenção da unidade territorial brasileira em contraposição à fragmentação das colônias espanholas; ou ainda a difícil transição do regime autoritário para o democrático, nas últimas décadas. Dessa forma, esse livro oferece ao leitor orientação segura no estudo de nossa história, mantendo, ao mesmo tempo, uma postura aberta às suas diferentes interpretações.

O que o Brasil quer quando crescer?
Autor: Gustavo Ioschpe
Editora: Paralela

Os artigos reunidos em 'O que o Brasil quer ser quando crescer?' procuram estabelecer um novo paradigma para a discussão sobre educação e desenvolvimento. Deixando de lado as discussões filosóficas e ideológicas, Gustavo Ioschpe pretende traçar um vasto panorama sobre o sistema educacional brasileiro, sempre embasado no conhecimento formal e na literatura empírica sobre o tema. 'O que o Brasil quer ser quando crescer?' visa desmistificar uma série de 'verdades', como por que aumentar o salário dos professores ou o volume de investimento em educação não levará a uma melhora da qualidade do ensino no país.

A Carne e o Sangue – A imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, a Marquesa de Santos Autora: Mary Del Priore
Editora: Rocco

Dividido entre uma princesa pura, leal e sofredora e uma mulher independente, forte e fogosa, Dom Pedro I viveu, paralelamente às convulsões que tornariam o Brasil independente de Portugal, uma via pessoal igualmente complicada.


A Mulher Silenciosa - A. S. A. Harrison

“... ambos sabem que ele é um adúltero, e ele sabe que ela sabe, mas a questão é que as aparências, as importantíssimas aparências, devem ser mantidas, a ilusão de que está tudo bem e não há nada com que se preocupar.”

Jodi Brett é casada com Todd Gilbert, que se envolve com a jovem Natasha, filha de um dos seus melhores amigos, Dean Kovacs. O envolvimento vai ficando cada vez mais sério e se consolida quando eles fazem uma viagem programada pela moça. Naquela viagem algo mais acontece.

Jodi, a esposa que outrora suspeitava de traições de seus marido, confirma todas as suas suspeitas. Embora levasse uma vida em que nada aparentemente afetava o relacionamento, ela sabe da traição e, não há como negar. Outra  notícia bombástica rompe a barreira das aparências. A traição está mais do que consumada.

“O grande dom de Jodi é seu silêncio, e ele sempre adorou isso, o fato de ela saber como levar a própria vida, tomar as próprias decisões, mas o silêncio também é sua arma.” Eis uma descrição do livro que nos leva a compreender a mulher silenciosa.

Psicóloga, esposa, uma mulher aparentemente centrada, mas que se vê num tumulto interno em decorrência  da traição de seu marido. Suspeita, confirmação, negação. A partir do momento em que não consegue mais se segurar ela é capaz de um ato que não pensava: torna-se a assassina do marido.

Muitos que leram a resenha até aqui podem acreditar que soltei um spoiler, mas não é  verdade. A informação de que Jodi matou o marido vem logo no segundo parágrafo do livro. É a partir daí que a história é contada, de como essa mulher se comportou e os motivos que a levaram até a consumação do ato.

“Todd não é um homem fácil de se conviver, e ainda assim ela conseguiu manter sua união, criar e preservar uma vida agradável e pacífica para os dois.” A pergunta logo vem, até quando?

A relação abalada e sucessivos golpes durante a separação certamente abalaram a estrutura psicológica de Jodi. Muitas coisas levaram a mulher ao ato criminoso.

A narrativa de Harrison, no livro “A Mulher Silenciosa”, publicado pela Editora Intrínseca em 2014 é impactante. Embora tenha alguns momentos de lentidão na história, foi preciso pela formulação adotada pela escritora que nos leva a conhecer profundamente os detalhes psicológicos dos personagens envolvidos. Ela é capaz de descrever bem os sentimentos do casal, suas dissimulações e o jogo psicológico que usam. E cria, de forma surpreendente, uma história com reviravoltas engenhosas.

A história é devastadora que suga o leitor para a vida de Jodi (a mulher silenciosa). E mesmo sabendo que ela cometeu um crime, de certo modo ela ganha a simpatia do leitor. A leitura começa com o questionamento da razão do silêncio da tal mulher. E o livro nos dá a resposta. Quem é essa tal mulher silenciosa? Qual a razão de seu silêncio?

Harrison fez um livro de suspense psicológico louvável, colocando no cerne da questão os motivos e as dissimulações que abalam relacionamentos. Leitura altamente recomendada!

Ficha Técnica
Título: A Mulher Silenciosa
Escritor: A S A Harrison
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-522-4
Edição: 1ª
Número de Páginas: 256
Ano: 2014
Assunto: Romance canadense

A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo - Max Weber

O livro de Max Weber, “ A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” é considerado um clássico da sociologia. O autor usa o seu estudo para avaliar como a ética protestante foi auxiliar na abertura e crescimento do capitalismo em países protestantes.

A partir da observação do campo religioso ele pode inferir como características, dogmas e normas  que contribuíram para a formação do capitalismo, portanto ligada ao crescimento do consumo. Com a abertura do protestantismo o trabalho passou a ser visto como um meio de conquistar coisas que glorifiquem a vida do homem, o que outrora não era admitido pela igreja católica, que olhava para o trabalho como forma de sustento. O êxito material, para os protestantes, era uma garantia de graça divina. E para obter o êxito o consumo sustentava a base capitalista.

Weber,  um dos principais pensadores do século XX, nota que a modificação social e religiosa que acontecia, mesmo que não tivesse o objetivo de uma abordagem voltada à economia, facilitou e sustentou o capitalismo na época.

"A riqueza só é, portanto, ruim, do ponto de vista ético, conforme seja uma tentação ao ócio e à fruição pecaminosa da vida, e a sua aquisição somente é ruim quando é realizada como o último propósito, o de uma vida folgada e sem cuidados. Entretanto, enquanto realização de um dever em uma profissão, esta não é apenas moralmente permitida, mas é, na verdade, ordenada."

O livro lido foi a publicação da Martin Claret, lançado em 2013, traduzido por  Mário Moraes. Inicia-se com uma introdução feita pelo autor, que dá um panorama geral sobre a obra e sua abordagem. A seguir temos a parte  um que apresenta a problemática analisada em três capítulos. Um deles foca na filiação religiosa e na estratificação social. O segundo é sobre o espírito do capitalismo, em que conceitua o termo. E o terceiro capítulo, por sua vez, trata da concepção de vocação de Lutero.

Na  parte dois temos a ética e as correntes do protestantismo. No primeiro capítulo dessa parte fala-se dos fundamentos religiosos do ascetismo (que se volta para o mundo espiritual) mundano. O outro capítulo trata da relação do ascetismo com o espírito capitalista.

A referida edição apresenta várias notas que permitem compreender os termos, conceitos e referências feitas no texto.

É inegável que as forças religiosas exercem grande influência na formação do caráter nacional. Esse panorama é bem abordado por Weber em seu livro. A obra é bastante difundida e utilizada nos meio acadêmicos. Por curiosidade e para agregar conhecimento é bom que leiamos clássicos, como o livro de Weber. O livro deve constar em qualquer biblioteca particular.

Ficha Técnica
Título: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo
Escritor: Max Weber
Editora: Martin Claret
ISBN: 978-85-7232-975-0
Edição: 1ª
Número de Páginas: 300
Ano: 2013
Assunto: Capitalismo

[Lançamento] - O Caçador de Histórias - Eduardo Galeano


A L&PM Editores já definiu a data de lançamento de O caçador de histórias.

O livro póstumo de Eduardo Galeano será lançado oficialmente no Brasil em 25 de maio. A obra traz reflexões sobre a literatura, política e memória da América Latina. Na Argentina, onde já foi lançado, a primeira edição esgotou-se em apenas uma semana.

Leia mais sobre o livro no blog da Editora L&PM, que traz matéria publicada no jornal O Globohttp://www.lpm-blog.com.br/?p=27285

[Parceria] Escritor Junior Franco



O Tomo Literário vem anunciar o seu mais novo parceiro, o escritor Junior Franco.

O escritor nasceu no dia 08 de Junho de 1980, na Fazenda Lua Nova em Guaratinga, extremo Sul da Bahia. Foi para o Paraná em 2001 e por lá se instalou, após se apaixonar pela vida cultural de Curitiba.

Formado em Administração de Empresa e Processos Gerenciais pelo Centro Universitário de Maringá, Unicesumar, dedica-se à literatura como escritor, romancista, contista e poeta. Junior Franco é autor dos livros "O Lado Oeste da Colina", "Paraíso e Pecado" e está lançando nacionalmente o seu terceiro livro, que chama-se "Destino Proibido", sendo este último também romance.

Conheça a sinopse de "Destino Proibido":

Paloma nasceu no interior do Brasil. Mas ainda criança foi enviada a França para estudar em uma escola de freiras. Seu pai era um homem muito conservador, hora com fama de ser um homem com dificuldades de se relacionar com quem vivia à sua volta. Dessa maneira, o xerife Zeferino, como ele era chamado, acreditava que estava preparando sua filha para ter um futuro promissor, próspero.
Enquanto isso no Brasil, ele controlava sua riqueza à custa de sonegações de impostos e calotes aos que tentavam negociar com ele.
Na Europa a Paloma cresce e decide voltar ao seu país de origem para descobrir o real motivo que a levou para a França, além de buscar por notícias de sua mãe, uma vez que o xerife nunca contou o que havia acontecido.
Chegando ao Brasil, ela embarca em uma longa viagem, uma fuga programada pelo xerife para escapar da pressão da justiça. Uma viagem perigosa, porém emocionante para a moça que até então não conhecia o seu país de origem. E assim ela convive como Juan, um peão muito simples, sem etiqueta comportamental, às vezes grosseirono modo de agir. Ela era muito romântica, finíssima, com sua formação herdada da classe média francesa, não tolerava maus modos.
Como será que termina essa história? Os dois são totalmente diferentes em vários aspectos. Será que os opostos se atraem?
Acompanhe o escritor nas redes sociais ou através do site http://www.juniorfranco.com/.
Agradeço ao escritor pela confiança!

[Sorteio] - Resultado - Box O Espadachim de Carvão

Olá, amigos leitores!

Agradeço a todos que participaram do sorteio do box "O Espadachim de Carvão", do escritor Affonso Solano.

Parabéns, João Paulo Silva ! É você quem vai levar esse box pra casa.


O ganhador tem 24 horas para entrar em contato e informar endereço completo para envio da premiação.

Fiquem ligados que teremos mais sorteios!

Grande abraço.


5 Livros da Darkside Books


Separei 5 Livros da Editora Darkside Books que quero ler em 2016. Confira a lista de livros e a sinopse de cada um deles.

Donnie Darko – Richard Kelly
Donnie Darko, o livro, apresenta na íntegra o roteiro original. A primeira materialização da história, sua chance de conhecer a visão original dessa intrigante obra-prima. Kelly escreveu Donnie Darko muito antes de conseguir ordenar luzes, câmera, ação. E mesmo sem atores, figurinos e efeitos especiais, Donnie já estava lá, angustiado com o fim do mundo anunciado por um arauto vestido de coelho. A história de Donnie Darko é fácil de resumir – e talvez por isso mesmo ele tenha se transformado no filme preferido de tanta gente mundo afora: um adolescente problemático, com sintomas de esquizofrenia e sonambulismo, escapa da morte quando uma turbina de avião cai no seu quarto. Ele passa a ter visões com Frank, o humano numa estúpida roupa de coelho, ou seria o contrário? Enquanto espera pelo fim do mundo (contagem regressiva em 28:06:42:12), e pelo Dia das Bruxas, Donnie enfrenta conflitos que todos nós já experimentamos em algum momento da vida: professores autoritários, a descoberta de uma paixão, hormônios à flor da pele, diálogos reticentes entre pais e filhos, a eterna busca pelo sentido da vida – se é que ele pode mesmo ser encontrado. Além do roteiro original, Donnie Darko, o livro surpreende pelo conteúdo extra. A começar pelo prefácio exclusivo, assinado por Jake Gyllenhaal.


American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson – Jeffrey Toobin
Craque recordista da NFL, a liga de futebol americano, o ídolo O.J. Simpson estava acima do bem e do mal. Seria pouco compará-lo ao goleiro Bruno, condenado pelo desaparecimento da mãe de seu filho. Simpson era o equivalente a Pelé, Messi ou Neymar em seu país. Tente agora imaginar a comoção que um país inteiro sentiu ao ver um herói do porte de O.J. ser acusado de um crime tão brutal: o assassinato de sua esposa, Nicole Brown, e do amigo dela, Ronald Goldman, a facadas. Em 13 de junho de 1994, tinha início um dos mais infames casos da história criminal dos Estados Unidos. American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson é o mais completo livro sobre o caso, e foi escrito por Jeffrey Toobin, repórter que cobriu o julgamento para a revista New Yorker. Mesmo partindo do princípio que Simpson era culpado, o livro apresenta informações minuciosas que ajudam a desvendar por que O.J. foi inocentado naquele grande circo que virou seu julgamento. E que julgamento! Os autos totalizaram mais de 50 mil páginas e 1 milhão de linhas escritas. Durante 372 dias, foram ouvidas 133 testemunhas. Tudo isso está registrado em American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson. Um gigantesco evento da mídia global, acompanhado por mais de 20 milhões de espectadores, recorde superior à chegada do homem à Lua,  aquele foi um dos primeiros casos de tribunal a utilizar a moderna ciência forense como parte das evidências. Se hoje você curte CSI, acredite, tudo começou para valer no caso O.J. American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson chega bem a tempo de acompanhar a estreia de American Crime Story, série da Fox com roteiro adaptado do livro de Jeffrey Toobin. As duas primeiras temporadas da série criada por Ryan Murphy, o genial criador de American Horror Story, Glee e Scream Queens, contam a história de O.J. Simpson, com Cuba Gooding, Jr. e John Travolta nos papéis principais.

Batman – Arkham Knight – Marv Wolfmann
O morcego e a caveira finalmente juntos. Era inevitável: o Cavaleiro das Trevas e a DarkSide Books acabam de unir forças. E já podemos avistar o bat-sinal do que vem por aí: uma das mais sombrias aventuras do eterno Homem-Morcego. Batman: Arkham Knight é a adaptação literária oficial do game que conquistou fãs e críticos em 2015. Uma parceria entre a DC Comics, a Warner e a DarkSide Books que virá com aquele padrão quase psicopata de qualidade que os fãs brasileiros merecem. Se você já jogou Arkham Knight, prepare-se para reviver a história com uma resolução muito maior que a de qualquer console ou pc: a da sua imaginação. As páginas do romance têm adrenalina de sobra, e mesmo quem não é íntimo dos videogames vai se sentir explorando os becos escuros de Gotham City. Tudo começa um ano após a morte do Coringa. A cidade, que havia se transformado num hospício a céu aberto, finalmente volta à sua rotina normal. Mas é claro que a paz não pode ser duradoura em uma metrópole que esconde vilões como Charada, Pinguim, Hera Venenosa, Arlequina e Duas Caras.

Exorcismo - Thomas B. Allen
A história real que inspirou o clássico O Exorcista.  "Livrai-nos de todo o mal, amém." 
Um fenômeno quase paranormal atingiu o mundo em 1973. Multidões sofreram de náuseas, desmaios, alucinações e calafrios, numa histeria coletiva sem precedentes. Todos aparentemente possuídos por um filme: o já clássico O Exorcista, dirigido por William Friedkin e adaptado do romance que o roteirista Willian Peter Blatty lançara dois anos antes e que completa 45 anos em 2016.  Se a ficção consegue ser tão assustadora, imagine o poder contido na história real? Muitos não sabem, mas a obra-prima de W. Peter Blatty não se trata de uma invenção. Ela foi inspirada num fenômeno ainda mais sombrio, desses que a ciência não consegue explicar: um exorcismo de verdade.  A história real aconteceu em 1949, e você pode conhecê-la - se tiver coragem! - no livro Exorcismo, do jornalista Thomas B. Allen, lançamento da DarkSide Books em 2016. Exorcismo narra em detalhes os fatos que aconteceram com Robert Mannheim, um jovem norte-americano de 14 anos que gostava de brincar com sua tábua ouija, presente que ganhou de uma tia que achava ser possível se comunicar com os mortos.  Thomas B. Allen contou com uma santa contribuição para a pesquisa do seu trabalho. Ele teve acesso ao diário de um padre jesuíta que auxiliou o exorcista Bowdern. Como resultado, seu livro é considerado o mais completo relato de um exorcismo pela Igreja Católica desde a Idade Média. Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren definiram a obra de Thomas B. Allen como "um documento fascinante e imparcial sobre a luta diária entre o bem e o mal".  Exorcismo é um livro exclusivo da DarkSide Books, que vem em capa dura e o padrão de qualidade quase psicopata da editora. Ele ainda vem com uma surpresa para os leitores mais audaciosos: uma reprodução da tábua Ouija que pode ser jogada usando o marcador de página. 

Menina Má – William March

Quando nasce a maldade? Nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta? Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? Menina Má, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Publicado originalmente em 1954, Menina Má se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, Menina Má ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark. Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também. Menina Má é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter. O romance de William March, que chega as livrarias em 2016, é ainda uma excelente dica de leitura para os fãs da coleção Crime Scene, da DarkSide Books, que investiga casos reais de psicopatas. A ficção nunca antes foi tão assustadoramente real como em Menina Má.