Livros Lidos em Fevereiro de 2015


Comecei a leitura do segundo mês do ano com um romance americano: “As doze tribos de Hattie”. É o primeiro romance da escritora Ayana Mathis e foi considerado pelo The New York Times como um dos melhores livros do ano de 2013. O mesmo livro foi também escolhido por Oprah Winfrey para integrar o seu clube do livro.

Depois parti para os bastidores da política brasileira, com relatos sobre corrupção, compra de votos, licitações fraudulentas e outros mecanismos utilizados nos meandros de uma eleição para a conquista do poder. “O Nobre Deputado”, livro do juiz Ma’rlon Reis narra por meio de um personagem fictício, depoimentos colhidos pelo escritor com políticos de verdade. Chocante, mas um alerta aos leitores eleitores.

O terceiro livro a integrar a lista de lidos do mês foi o impressionante “Cartas de Amor aos Mortos”, de Ava Dellaira. Tive contato com esse livro por comentários em redes sociais e queria muito lê-lo, por ter despertado minha curiosidade. Trata-se de um livro em que a personagem central busca a superação da morte de sua irmã por meio de cartas que ela escreve a pessoas que já morreram. As cartas serviram-lhe de apoio para as passagens e descobertas da vida da adolescente. Uma história cativante de celebração à vida.

Ainda em fevereiro recebi e li o livro “Griphos Meus – Cinema, Literatura, Música, Política & Outros Gozos Crônicos”, do escritor Felipe Ferreira (parceiro do blog). Foi uma leitura agradável e intensa sobre suas observações viscerais acerca das artes presentes no subtítulo. Me deparei com um texto bem escrito que muito me agradou.

Num livro adquirido numa daquelas promoções imperdíveis de sites de compra, adquiri “Como falar com um viúvo”, de Jonathan Tropper. A sinopse era interessante. Resolvi arriscar. Encontrei uma história bem humorada de um viúvo que tenta superar a perda escrevendo uma coluna para um jornal. Ele vai vivendo momentos inusitados com sua família, seu enteado, mulheres que conhece e vai levando a vida de maneira leve, cômica, sem planejamento. Foi uma leitura agradável.

No livro de Verônica Sticcer, “Opsinaie Swiata” embarquei numa emocionante viagem. Um livro lindo (fisicamente falando) e de uma história tocante. Um homem que recebe uma carta de seu filho brasileiro, que ele não conhece, e vem visitá-lo passando por situações inusitadas no navio. Um retalho de textos compostos de relatos, imagens, cartas e diálogos se torna irresistível. O título foi o terceiro colocado no Prêmio Jabuti 2013 na categoria romance.

Li também a “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da educação brasileira Paulo Freire. Um livro estimulante com lições sobre o processo educativo, zelando pela autonomia, criticidade, cidadania, curiosidade e liberdade do educando.

“Ele está de volta”, o primeiro livro do escritor alemão Timur Vermes também foi lido. Uma história irreverente que revela uma crítica aos meios de mídia e à sociedade de um modo cômico e bizarro, marcado pela presença de Adolf Hitler numa Alemanha que não foi a que o ditador conheceu.

Outro título que li no curto mês de fevereiro foi “Alta Tensão”, do escritor Harlan Coben. É uma boa história cheia de nuances de volta ao passado do agente Myron Bollitar, um dos mais premiados e conhecidos personagens criados pelo autor.

Para dar continuidade a leitura dos “Mentes”, como eu costumo dizer, li “Mentes Consumistas”, de Ana Beatriz Barbosa Silva. O assunto abordado pela médica e escritora é a compulsividade que certas pessoas tem em relação ao consumo. Identificar os fatores que levam a isso, suas causas e consequências, e tratar é fundamental. Em meio à sociedade consumista em que vivemos não podemos confundir consumo para as necessidades e o transtorno que abala a vida pessoal, profissional e financeira do compulsivo.

Enfim, consegui ler o primeiro livro do escritor Raphael Montes, “Suicidas”. Uma história bastante original e que de fato apresenta o escritor como um dos novos nomes da literatura policial brasileira.

Li ainda “A Origem do Mundo”, do escritor chileno Jorge Edwards. Uma história apaixonante, numa Paris igualmente sedutora, contando sobre um casal que vê sua relação posta a prova a partir da morte do amigo de Patrício. Uma foto reveladora e intima traz a tona uma inquietação em relação à traição e Patrício tem de lidar com a situação e quer descobrir quem era a mulher da foto.

Para a seção de desenvolvimento profissional, que busco ler todos os meses, escolhi “O Poder Extraordinário do Pensamento Negativo”, do escritor Bob Knight, que foi um dos grandes treinadores da liga universitária de basquete americano. A partir do pensamento negativo o autor mostra como podemos extrair coisas para melhorar e aperfeiçoar nossas ações.

Que venha março! 

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