Livros Lidos em Janeiro de 2015

Para iniciar o ano de 2015, comecei concluindo a leitura de “Os Últimos Dias de Krypton”, de Kevin J. Anderson. Foi um livro cuja leitura se iniciou no final de dezembro de 2014 e ainda faltava mais de 2/3 para concluir. Então, me aventurei pelo Planeta Krypton, antes de um certo bebê ter sido enviado para a Terra. Esse bebê, depois, tornou-se o Super Homem.

No mês li dois livros recebidos como cortesia por parceiros do blog. O primeiro foi “Luiz Asaf e o Elo Animalium”, de Luiz Asaf. Um reino mágico em que ocorrem aventuras de homens com seus animais. A outra obra lida foi do escritor André Tressoldi, “Lua, Lobos e Cerrado”, que conta a aventura de um grupo de pessoas no cerrado do Mato Grosso em meio a lobisomens e outros seres fantásticos.

Na velocidade de uma corrida de táxi, me aventurei a ler o pretensioso, pequeno, ilustrado e rápido livro “Explicando Deus numa corrida de táxi”, escrito pelo publicitário Paul Arden.

Por certo tempo flertei com o livro “Vaclav e Lena”, de Haley Tanner. Algumas vezes o coloquei no carrinho de compras dos sites, no entanto, desisti. Por fim, cedi, li e gostei. Uma história simples, mas emocionante de um sonho de um jovem  que quer ser mágico e vive um amor com sua colega de infância.

Naturalmente, não poderia faltar na lista de leitura um belo e bom clássico. “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Bronte fez as vezes. Um livro denso e de qualidade, numa edição em capa-dura e bilíngüe. Tive o deleite de ver a polêmica história do amor entre Heathcliff e Catherine. Digo polêmica, porque na época do lançamento do livro, no século XIX, assim o foi.

Com “A grande arte de ser feliz”, do escritor Rubem Alves, preenchi tempos de ociosidade em duas tardes. Quem dera todos pudessem, no ócio, ler um texto bem escrito com impressões sobre os sentimentos do cotidiano.

Outro livro que se somou a lista de lidos em janeiro é “Tempos Extremos”, uma história que transita entre os tempos atuais, escravidão e ditadura. A primeira obra ficcional da escritora e jornalista Míriam Leitão. Valeu a pena! É emocionante e fazemos uma viagem sem barreira de tempo.

No que se refere à carreira e desenvolvimento profissional li “A Estratégia do Olho de Tigre”,  de Renato Grinberg, um livro que nos auxilia na auto-avaliação e pensar em atitudes que nos permitam o sucesso no trabalho.

Há tempos desejava ler “Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado”, de Ana Beatriz Barbosa Silva. De maneira clara a escritora nos fala sobre essas pessoas frias, insensíveis, transgressoras de regras sociais e sem nenhum remorso ou culpa. Nos mostra que essas pessoas podem estar em qualquer meio social e, não necessariamente, são apenas aqueles que conhecemos na pratica repetida de crimes de homicídio. Despertou minha curiosidade de ler os outros “Mentes” que a escritora publicou.

E você acha que a lista acabou? Não. Foi em janeiro também que li o terceiro título de Harlan Coben.  “Não conte a ninguém” tem uma trama de surpresas e suspense, com volta ao passado, que empolga o leitor, como os outros livros que li do mesmo escritor.

Um clássico contemporâneo, lançado na década de 90 fechou a lista de janeiro. O provocativo “Clube da Luta”, de Chuck Palahniuk.

Que venha fevereiro! Vamos ler? Leia mais! Incentive a leitura.

Você pode consultar as resenhas dos livros mencionados no post na aba “Resenhas” do blog, que está organizada em ordem alfabética.

Boa leitura!!!

Clube da Luta - Chuck Palahniuk

“A primeira regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.”

História com violência e proposições sobre a proximidade da morte, de diferentes maneiras. Provocativo, ácido, ferino, mas também divertido, com sacadas mordazes para criticar a maneira voraz com que o ser humano vive na sociedade, por vezes com ações ou hábitos aparentemente sem sentido.

O livro faz critica ao consumismo, como se pode ver no trecho abaixo:

“Cada planeta adotará a identidade corporativa de quem o estuprar primeiro.”

O clube da luta é formado por homens que se encontram em porões de bares para brigar e, assim, buscam aliviar suas tensões e frustrações de viver numa sociedade que faz as coisas de maneira massificada. O clube foi criado por Tyler Durden, um homem que se torna uma lenda, que cria as regras e faz de tudo para que os clubes não sejam fechados.

Sobre Tyler paira uma atitude transgressora, de romper barreiras sociais, de quebrar laços invisíveis que se criam e que são colocados como amarras em todos do seu meio.

A narrativa é feita por um homem do clube da luta. Um ser atormentado, frustrado, cansado do seu trabalho, do seu chefe, das convenções que o cercam, da sua vida. Quer fugir de todo esse mundo herdade e das regras, bastante questionáveis para ele, criadas por todos que o habitam.

O criador do clube da luta, na história, além do clube tinha a Companhia de Sabão da Paper street, cuja banha utilizada para fazer o sabão era adquirida em descartes de gordura de quem pagou muito para retirá-la do corpo. O Projeto Desordem e Destruição, para não fugir da transgressão e da afronta à sociedade politicamente correta ou que recebe tudo de maneira massificada, tinha por objetivo “a destruição completa e imediata da civilização”.

O pensamento e a filosofia de Tyler Durden é por vezes desconfortável, para criar inquietação e despertar até o leitor.
Uma das capas brasileiras do filme 

O livro de Chuck Palahniuk foi publicado originalmente em 1996 e tornou-se um clássico, sendo considerado um dos romances mais provocativos de sua época. A obra não permaneceu apenas nas folhas impressas. Virou filme com direção de David Fincher e atuação de Brad Pitt.

A forma com que o livro foi escrito é de um texto marcado, como cenas que se alternam. A inspiração de Chuck para compor o livro veio de uma história de sete páginas que ele escreveu numa “tarde que passava tão devagar”.

Sem dúvida, “O Clube da Luta”, agora publicado pela Editora Leya em 2012 é um livro transgressor e de tirar o fôlego.

“E a segunda regra do clube da luta é que você não fala sobre o clube da luta.”

Ficha Técnica
Título: Clube da Luta
Escritor: Chuck Palahniuk
Editora: Leya
ISBN: 978-85-8044-449-0
Edição: 1ª
Reimpressão: 7ª
Ano: 2012
Número de Páginas: 270
Assunto: Literatura norte-americana

Antologia Maravilhosas Distopias

Estão abertas as inscrições para a Antologia Maravilhosas Distopias, da Editora Novo Romance.

Sinopse
Zygmunt Bauman já prevê o fim da democracia, mas não consegue dizer de que forma. O mundo já não aguenta tanta desigualdade. Este famoso sociólogo polonês, vai contra as palavras da ficção cientifica que enxergam um futuro nebuloso, encoberto por brumas de mil megatons, repleto da mais intensa desigualdade e realidades múltiplas; um mundo que cada vez mais caminha para as profundezas, rumo às distopias de Aldous Huxley e George Orwell.Os contos reunidos nessa antologia procuram demonstrar o que está por trás dessa cortina nebulosa que só autores de ficção científica conseguem ver: futuros nada agradáveis numa realidade muito próxima do que antes chamavam de distopia.

Os contos deverão ter até 8 mil caracteres com espaço e devem ser enviados juntamente com uma minibiografia para o e-mail  antologiaednovoromance@gmail.com com cópia para moccoelho@gmail.com até o dia 31/03/2015.


A literatura distópica costuma apresentar pelo menos alguns dos seguintes traços:
  • Tem conteúdo moral, projetando o modo como os nossos dilemas morais presentes figurariam no futuro.
  • Oferecem crítica social e apresentam as simpatias políticas do autor.
  • Exploram a estupidez coletiva.
  • O poder é mantido por uma elite, mediante a somatização e consequente alívio de certas carências e privações do indivíduo.
  • Discurso pessimista, raramente “flertando” com a esperança.
Além da Antologia Maravilhosas Distopias, também estão abertas as inscrições para a Antologia Ridículas Cartas de Amor Volume 2.

Consulte mais informações no link: http://www.editoranovoromance.com.br/antologias/

Maurício Coelho
Agradecimentos ao escritor Maurício Coelho.
Twitter: @cronauta

Tempos Extremos - Míriam Leitão

Em “Tempos Extremos”, estreia da escritora e jornalista Míriam Leitão na ficção, publicado em 2014 pela Editora Intrínseca (270 páginas), estão retratados dois tempos da história brasileira. Embora esteja ambientada no século atual, são visitados através dos personagens, os períodos da escravidão (século XIX) e da ditadura (século XX). Esse último a escritora conhece de forma empírica.

No livro, Larissa é jornalista, uma mulher tida como estranha pela família, casada com Antônio, também jornalista. Larissa tem contato com pessoas de outros tempos, na fazenda. Entre os escravos que conhece e “conversa”, vai descobrindo momentos da história no período escravocrata brasileiro e tenta descortinar o que aconteceu com aqueles escravos que estão próximos dela.

Nesta fazenda, localizada em Minas Gerais, mistérios cercam a família que vive alguns conflitos, até mesmo reforçados por diferenças políticas e divergências do passado que carregam até o momento presente.

“Queria que compreendesse minha aflição e meu desterro. A nenhum tempo pertenço. Transito sonâmbula ou insone por uma enorme casa escura. Nela vejo tudo com visão mais aguda do que jamais tive. Encontro pessoas que não são deste mundo nem desta época, mas elas eu entendo mais do que a minha família. São eles os escravos, ou sou eu a escrava de um tempo da qual não pertenço? (...)” Questiona-se Larissa em carta enviada ao marido Antônio.

A narrativa de Míriam é emocionante e o enredo envolvente. As relações dos personagens são densas, assim como a densidade de Larissa, carregando seu jeito introspectivo e por vezes aparentemente tímido. Ao mesmo tempo que a personagem tem voltas ao passado, ela se mostra a frente, com uma busca profunda para alcançar seu objetivo. A história, entremeando o momento presente e dois momentos amargos vividos no Brasil, a ditadura e a escravidão, rompe a barreira do tempo. Larissa é uma mulher que expande-se para o mundo, por meio do seu próprio mundo.

O marido Antônio fala para ela: “(...) Você é complexa, densa, parece ter muitas vidas. O ordinário do cotidiano a derrota. Suas vitórias são menos visíveis. Entendi que a temporada na fazenda, com aquela chuva que manteve todos prisioneiros, permitiu a você viver a intensidade dessa sua paixão pelo passado, pelos detalhes reveladores. Você vê significado no que as pessoas pensam ser apenas decoração. Por isso, surpreende sempre. (...)”

Uma descoberta feita por Antônio lança a reabertura de uma ferida dolorosa para a família. Essa descoberta machuca a alma de Alice, mãe de Larissa, uma mulher que carrega marcas pesadas do passado, que a tornaram dura, de certa maneira. Machuca também Maria José, vó de Larissa, que viveu momentos tensos, incluindo a privação de sua liberdade por atos cometidos pela filha Alice. A história envolve ainda Hélio, tio de Larissa, que em pleno período ditatorial buscava atingir o cargo máximo dentro da carreira militar. A ferida reaberta atinge a todos.

O livro é envolvente, adjetivo que já utilizei para descrever o enredo. A história cativa e provoca o leitor a pensar em momentos da história do Brasil. Um romance ficcional, mas com despertar para a realidade, nem sempre lembrada pelos brasileiros ou por vezes escondida e mascarada. Excelente leitura! Fui totalmente absorto pelo livro de Míriam.
 
Míriam Leitão na Bienal do Livro de São Paulo 2014 - Foto: Vivian R. Ferreira
Ficha Técnica
Título: Tempos Extremos
Escritor: Míriam Leitão
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-523-1
Edição: 1ª
Ano: 2014
Número de Páginas: 272
Assunto: Romance brasileiro

Lua, Lobos e Cerrado – André Tressoldi



Um grupo de cinco pessoas está no cerrado do Mato Grosso para a realização de pesquisas naquele bioma. O que não sabiam é que viveriam uma aventura de arrepiar. O livro, publicado pela Editora Novo Século, em 2014, e de autoria do escritor André Tressoldi  é narrado por um dos personagens, Josber. É ele quem faz a apresentação do grupo:

“Éramos cinco pessoas: além de mim, o doutorando Eduardo, o motorista Otávio, a professora Olga e Madeleine (...)”

Numa noite eles começam a ouvir uivos. Inicialmente pensam se tratar de lobos-guarás; única espécie de lobo existente no Brasil. No entanto, aos poucos tais “animais” se aproximam e se revelam, atacando-os. Eram lobisomens.

Eles estão perdidos no cerrado e dispõe a priori de um GPS. Conseguem contato e fazem o pedido de resgate. Numa outra noite eles presenciam o grupo que iria salvá-los sendo devorados por lobisomens. O que parecia fazer parte apenas do imaginário popular se torna real e nada amistoso. Os lobisomens tem a intenção de pegar um dos membros do grupo.

“_Você tem razão, Josber. Lobisomens devoradores de carne e sugadores de sangue é uma história surreal, um tanto forte demais para as pessoas acreditarem. Ninguém acreditaria e nos tachariam de loucos (...)”

Durante a jornada encontram uma ajuda misteriosa: uma casa, comida, dicas para que sigam por uma trilha. Conhecem também diferentes espécies de lobisomens por meio de quadros pendurados na parede que representam as espécies e as fases da lua. Algo fantástico começa a acontecer com o grupo e cercar a história de mistério e fantasia. Alguém parece protegê-los daqueles que os perseguem.

Eles chegam a uma cidade misteriosa, protegida por guardiões, que são responsáveis por manter ali os lobisomens e não permitir que eles saiam para o mundo. Eles são perigosos. O grupo de pesquisadores passa por outras aventuras envolvendo os lobisomens e Josber se apaixona por Tiacha, uma das guardiãs, de beleza rara que envolve o protagonista.

André Tressoldi, autor do livro, conta uma história ambientada em território nacional, no entanto repleta de seres e personagens fantásticos. O fato de transformar os lobisomens em seres não tão previsíveis quanto os que vemos em outras histórias, torna a história mais interessante. Apesar de causarem medo, atacarem, devorarem pessoas e até sugarem sangue, os lobisomens são apresentados em espécies diferentes e de uma maneira que foge da fórmula: homem + lua cheia = lobisomem.

Os humanos, convivendo com seres de fantasia, misteriosos ou monstruosos como os lobisomens, vão descobrindo novas histórias e se descobrindo. Luta, fantasia, realidade, relações de amor e tomada de decisões são vividas pelos personagens. O grupo, quase o tempo todo, está presente nas cenas que vão se desenrolando. Um deles, naturalmente, acaba assumindo o papel de liderança. 

O conflito entre o humano e o sobrenatural está presente na obra e a leitura empolga. Recomendo!

Sobre o Autor

O escritor André Tressoldi é paranaense e começou a escrever no ano de 2010. Em 2012 publicou o romance policial "Suicídios em Bom Jesus" e o romance "Quase Acaso", este pelo selo Talentos da Literatura. No mesmo ano, teve o conto "Boi de Trela" selecionado para participar da coletânea de contos em comemoração aos 50 nos da Associação Nacional de Escritores (ANE).  

Ficha Técnica
Título: Lua, Lobos e Cerrado
Escritor: André Tressoldi
Editora: Novo Século
Edição: 1ª
Ano: 2014
Número de Páginas: 327
Assunto: Ficção Brasileira

Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado - Ana Beatriz Barbosa Silva

O livro (edição revista e ampliada), lançado pela Principium (selo da Editora Globo) em 2014, trata da psicopatia em suas 232 páginas. Fala, portanto, de “pessoas frias, insensíveis, manipuladoras, perversas, transgressoras de regras sociais, impiedosas, imorais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão, culpa ou remorso”. É no universo desses “predadores sociais” que estão por aí, por vezes, próximos de nós, que embarcamos no livro de Ana Beatriz Barbosa Silva. A autora é referência nacional no tratamento dos transtornos mentais.

“Mentes Perigosas” vendeu mais de 600 mil exemplares. O fascínio que pessoas que cometem atos criminosos é grande em toda sociedade. O livro nos explica, elucida e trata desse tema, demonstrando que o psicopata não é só aquele que comete homicídios em série, chamado de serial killer. Demonstra que são pessoas que podem ter traços comuns, misturados em nosso meio, sem distinção de cor, sexo, religião ou nível social.

Os psicopatas também são denominados de “sociopatas, personalidades antissociais, personalidades psicopáticas, personalidades dissociais, entre outras”. Não importa a nomenclatura, são seres nocivos e que apresentam certas características que podem ser identificadas, afim de que nos desvencilhemos desses seres. Vão de atos cometidos durante sua infância ou adolescência, ao modo como se comportam no ambiente social, seja ele qual for, trabalho, família, escola ou quaisquer outros.

Fatores genéticos, biológicos, psicológicos, sociais, podem influenciar tal personalidade. Interessante observar que Ana Beatriz menciona que pouco acreditamos em pessoas que nascem com má índole, mas que isso de fato existe. Usualmente, quando um psicopata é identificado, a base de fatos, acontecimentos e traços de personalidade do indivíduo não deixam dúvida.

Os psicopatas não apenas transgridem as normas sociais como também as ignoram e as consideram meros obstáculos, que devem ser superados na conquista de suas ambições e de seus prazeres.”

O livro é bastante claro, com uma escrita agradável para a leitura e com linguagem acessível. Nos traz a tona um assunto que desperta curiosidade, mas que também tem uma série de tabus. É comum definirmos os psicopatas como aqueles que agem como o “Maníaco do Parque”, mas vai mais além. A personalidade e as ações de um psicopata não necessariamente, será apenas de homicídio. Eles são carregados de adjetivos que transcrevemos no primeiro parágrafo da resenha.

Capa da primeira edição.
Estava ansioso por ler o livro e o devorei, como costumamos dizer quando lemos rapidamente. O assunto é bastante interessante e a maneira como a autora aborda o assunto torna tudo mais claro a respeito desse transtorno de personalidade que acomete 4% da população do mundo. Com o conhecimento é possível se prevenir contra essas mentes perigosas.

Ficha Técnica
Título: Mentes Perigosas – O Psicopta mora ao lado
Escritora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Principium (selo da Editora Globo)
ISBN: 978-85-250-5720-4
Edição: 2ª
Ano: 2014
Número de Páginas: 232
Assunto: Psicologia criminal / Psicopatologia

A Estratégia do Olho de Tigre – Renato Grinberg

Um conjunto de qualidades que fazem um profissional se destacar, atitudes que farão alcançar o sucesso na carreira e nos negócios, é isso que podemos chamar de “A Estratégia do Olho de Tigre”.

O livro aborda temas como auto-conhecimento, determinação, planejamento, resiliência, oportunidades, criatividade, solução de problemas e rede de relacionamento.

Vivemos num mundo bastante competitivo, dentro e fora do ambiente de trabalho. Na vida profissional, no ambiente corporativo, é preciso lutar para conquistar espaço, se destacar e, sobretudo para crescer na carreira. Para isso, o indivíduo deve servir-se de atitudes e estratégias que possibilitem a almejada ascensão.

Em sua 11ª edição, o livro do especialista em gestão de empresas, liderança, motivação e desenvolvimento profissional, Renato Grinberg, figurou na lista dos mais vendidos da revista Você S/A por mais de um ano. O que afirma que a busca pelo crescimento profissional e por informações sobre receitas ou mecanismos que auxiliem no alcance da ascensão da carreira é bastante procurado.

Publicado pela  Editora Gente em 2011, encontramos em suas 175 páginas dicas que não são novidade. Quem leu algum livro sobre gestão, liderança ou desenvolvimento profissional, certamente se deparou com as questões abordadas em “A Estratégia do Olho de Tigre”. Vai desde a sugestão de montar uma Matriz Swot para avaliar suas fortalezas, fraquezas, oportunidades e ameaças, até a dica de manter sua rede de contatos bem alicerçada, construída com bons contatos que lhe possam render uma indicação no momento oportuno.

De qualquer forma, apesar de não apresentar fórmulas mágicas (que não existem) o mérito do livro não está de todo sucumbido. Revisitar as dicas auxilia o profissional, independente do nível hierárquico que ocupe, a refletir sobre suas atitudes em relação à sua carreira. Qualquer fator que leve o profissional a sua auto-avaliação creio ser válido. Além disso, é preciso que haja atitude. Boas dicas para isso estão no livro.

“Se uma empresa não tem uma vantagem competitiva, não deve nem competir.” Essa frase é de Jack Welch. O autor do livro completa que “isso se aplica também aos profissionais. Por isso, invista tempo para conhecer profundamente suas habilidades e limitações a fim de entender qual é a sua verdadeira vantagem competitiva.”

Fato é que não dá para ficar de braços cruzados, esperando que aquela tão sonhada promoção, ou aquela vaga fabulosa chegue até você. É preciso ser “um caçador” como diz o autor do livro. No ambiente corporativo não há espaço para quem não busca e constrói sua carreira. Planejar a trajetória e se safar dos obstáculos e armadilhas que nos distanciam de nossas metas é fundamental.

Ficha Técnica
Título: A Estratégia do Olho de Tigre
Escritor: Renato Grinberg
Editora: Gente
ISBN: 978-85-7312-759-1
Edição: 11ª
Ano: 2011
Número de Páginas: 175
Assunto: Carreira profissional / Desenvolvimento / Administração

Sorteio no Instagram - Parceria com a Loja Mixcelânea

Em parceria com a Loja Mixcelânea (www.mixcelanea.com.br), que atua com artigos para apaixonados por livros e leitura, o Tomo Literário realizará um sorteio no Instagram.


Se você quer participar, é muito simples:

- Siga @tomoliterario e @mixcelaneaoficial no Instagram.
- Marque 3 amigos na foto oficial. Não vale perfil comercial ou de celebridades.
- Ter endereço de entrega no Brasil.

O prêmio? Um broche dos Jogos Vorazes, que será encaminhado pela Mixcelânea.

O sorteado ou a sorteada será comunicado (a) no dia 20/02/2015. Após a comunicação terá o prazo de 24 horas para informar os dados para envio do prêmio.

"Que a sorte esteja sempre ao seu favor."

Não conte a ninguém - Harlan Coben

Harlan Coben é um escritor americano que vendeu mais de cinqüenta milhões de livros em todo o mundo. O primeiro contato que tive com a obra do escritor foi ao adquirir e ler “Confie em mim”, que me cativou. Na sequência li “Desparecido para sempre” e “Não conte a ninguém” foi o terceiro título que li do autor.

O médico David Beck e sua esposa comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, como faziam todos os anos. Os dois foram surpreendidos e atacados. Elizabeth fora raptada e assassinada por um assassino em série, KillRoy. David foi golpeado na cabeça com um taco de beisebol, perdeu o sentido e caiu no lago.

“O pânico aflorou. Pulei da balsa e nadei em direção ao píer. Mas minhas braçadas faziam um barulho terrível em meus ouvidos. Eu não conseguia ouvir o que estava acontecendo – se é que algo estava acontecendo.”

A história do crime ocorrido à oito anos volta a tona em decorrência do encontro de dois corpos. Ambos estavam enterrados num local próximo ao do assassinato de Elizabeth e, junto aos corpos, foi encontrado ainda um taco de beisebol com sangue do mesmo tipo do de David. Enquanto  isso Beck recebe um e-mail com uma mensagem em código. Algo o leva a pensar que a mensagem só poderia ter sido enviada por Elizabeth.

“(...) no rodapé da tela, mais seis palavras.
Estão observando. Não conte a ninguém.”

As referências mencionadas nesse e-mail e em outras mensagens que se seguiram levam o médico a crer que Elizabeth está viva, pois só o casal conhecia tais detalhes.

Embora o serial killer esteja preso pela morte de Elizabeth e de suas outras vítimas, David Beck agora torna-se suspeito de ter matado a própria esposa. O FBI o monitora. Além da polícia ele passa a ser caçado por um assassino de aluguel.

Para Beck desvendar a intrigante dúvida que paira sobre os acontecimentos acerca da morte de sua esposa, ele conta apenas com ajuda de sua melhor amiga Shauna, de uma advogada renovada chamada Hester Crimstein e de um traficante de drogas. Outros crimes e criminosos cruzarão o caminho de David Beck em dura jornada pela verdade. Ele será capaz de provar sua inocência?

As suspeitas de que Elizabeth está viva deixam Beck atordoado. Como justificar que ela está viva se seu pai reconheceu o cadáver? Como foi que ele conseguiu escapar vivo se havia levado uma forte pancada que o deixou sem sentidos? Se ela estava viva, por que demorou oito anos para fazer contato? Se ela estava morta, por que querem acusá-lo se o assassino já foi condenado? Quem está por traz das mensagens que recebe? Por que pediram para não contar a ninguém?

“Eis a verdade sobre as tragédias: elas fazem bem à alma.” É com essa frase que o médico abre um dos capítulos, o que demonstra que apesar de todos os obstáculos e obscuridades que se colocam diante dele, ele se vê melhorando, aprendendo, se tornando um ser humano melhor. Beck certamente não há de se render diante dos fatos que se apresentam diante dele. E as revelações podem ser chocantes.

“Não conte a ninguém” é um livro que nos prende. Os conflitos vividos pelo personagem central, o suspense criado por Coben, os mistérios e segredos que vão surgindo e se revelando ao longo da narrativa, além dos crimes que se sobrepõe ao crime principal, criam um ambiente de suspense perfeito.

Não é a toa que o livro foi bastante aclamado em 2001 tendo sido indicado para vários prêmios. Até a produção cinematográfica francesa inspirada no livro foi vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês). Sem dúvida, a publicação da Editora Arqueiro só reforça o fato de que Harlan Coben é um grande escritor. Coben entrou para a minha lista de escritores favoritos.

Ficha Técnica
Título: Não conte a ninguém
Escritor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
ISBN:978-85-8041-079-2
Edição: 1ª
Ano: 2014
Número de Páginas: 240
Assunto: Ficção Americana

Bibliotecas

Para quem gosta de livros, as bibliotecas são um verdadeiro sonho. Ou poderíamos dizer que são uma grande realização? Sejam públicas ou particulares elas são um ótimo meio de ter contato com as obras que desejamos ler, sem a necessidade de dinheiro para adquirir os livros.

Eu sei que há muitas pessoas que adoram ter o seu acervo particular, como é o meu caso. Confesso! Mas, eu não deixei de consultar e emprestar livros na biblioteca. Muito do meu hábito de leitura foi reforçado, na infância, quando eu retirava livros toda semana no ônibus-biblioteca que parava na praça central do bairro em que eu morava.

Os livros disponibilizados nos acervos públicos  podem ser consultados no local para realização de pesquisa, elaboração de trabalhos acadêmicos, trabalhos particulares ou pelo simples e puro prazer de ler. Os títulos podem ainda ser retirados e entregues em data combinada com o estabelecimento. Cada biblioteca tem o seu modelo de operação.

Biblioteca de São Paulo / Foto: Divulgação
Na cidade de São Paulo, por exemplo, existem 52 bibliotecas públicas, 01 biblioteca infanto-juvenil, 15 pontos de leitura, 13 bosques da leitura e 72 roteiros fixos do ônibus-biblioteca, além da Feira de Troca de Livros e Gibis. Os dados referem-se às unidades que estão subordinadas à Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas. Além destas, existem as bibliotecas particulares, como as que estão instaladas em universidades, colégios ou empresas. Uma ótima opção para quem quer consumir livros.

As bibliotecas públicas estão espalhadas pelo país. Você pode consultar o site da prefeitura de sua cidade para verificar a biblioteca mais próxima. 

O sistema de funcionamento das bibliotecas é muito similar. Normalmente o leitor efetua um cadastro apresentando documentos pessoais e comprovante de residência, recebe alguma identificação (carteirinha, cartão ou número de acesso), pode retirar uma quantidade determinada de livros e/ou revistas e/ou outras publicações que a biblioteca disponibilize e tem um prazo determinado para devolução. Para aqueles leitores que “esquecem” de entregar o livro na data acordada há alguma penalidade ou multa. Justo!

Segundo matéria publica do site do G1 em novembro de 2014, no Brasil há uma biblioteca para cada 33 mil habitantes. Os dados utilizados na matéria são do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura. O Brasil tem 6148 bibliotecas públicas. De acordo com o Instituto Pró-Livro 76% da população não freqüenta bibliotecas.

De acordo a apuração do Ministério da Cultura, o Rio de Janeiro é a cidade que apresenta o menor número de bibliotecas por habitante, enquanto Tocantins lidera o ranking.
Ônibus-Biblioteca - Foto: Site da Prefeitura de São Paulo
No site da Prefeitura de São Paulo é possível obter informações, endereços, telefones e horário de funcionamento das bibliotecas. Você pode conferir clicando no link destacado entre parênteses (http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/). Além das bibliotecas fixas é possível ainda, no mesmo site, buscar informações sobre os roteiros dos ônibus-biblioteca.

No site do Governo do Rio de Janeiro também é possível encontrar informações sobre as bibliotecas do Estado e do Município. (http://www.cultura.rj.gov.br/materias/bibliotecas-publicas-disponiveis-para-o-seu-atendimento).

Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro - Foto: George Maragaia
Além das bibliotecas públicas, os estudantes de ensino fundamental, médio ou universitário podem ter acesso à bibliotecas das instituições de ensino. Certamente será possível encontrar livros ligados a área de estudo e também outros títulos de assuntos diversificados, como poesia, romance, crônicas, contos, ficção científica, entre outros.

Algumas empresas no país, para incentivar o hábito da leitura, tem seu acervo próprio e disponibilizam o livro para seus funcionários (gratuitamente), no mesmo modelo de atuação das bibliotecas públicas.

Conheça uma biblioteca, incentive a leitura e embarque no conhecimento!

Luiz Asaf e o Elo Animalium - Luiz Asaf

Luiz e Kiara são surpreendidos em sua vida cotidiana e vão parar numa outra era. O jovem e sua Golden Retriever passam  a conhecer um lugar em que o Elo Animalium, "uma coleira de luz dourada que permitia que o cão sentisse tudo que o dono sentia",  torna os protetores e protegidos em um só. Trata-se do Reino Animale. Nesse lugar os animais deixam de ser simplesmente animais de estimação e tornam-se protetores dos seres humanos.

Luiz e Kiara conhecem seres fantásticos nessa era. Rei, fada, fauno, princesa, feiticeiro, bruxa e outros personagens míticos, vivem por lá. Até os animais falam e Kiara, a apaixonante Golden Retriever, também ganha voz. Os animais conversam com seus donos e com todos os outros seres que habitam o reino.

A dupla tem uma missão importante  e, juntos, eles tem de treinar para fortalecer o seu elo (não visível), mas que é extremamente poderoso. Luiz vai ter de desvendar um enigma. E a pergunta que paira é: são eles os únicos capazes de salvar o Reino Animale?

Como em toda jornada do bem contra  o mal, eles vão ter de enfrentar muitos obstáculos para chegar ao objetivo. Desafios serão lançados, segredos serão revelados, pessoas e seres fantásticos aparecerão no caminho de Luiz e Kiara, algumas para ajudá-los e outras para atrapalhá-los,  e batalhas serão travadas. Mas juntos, eles enfrentarão tudo que for preciso para alcançar o objetivo de sua missão.

“Luiz Asaf e o Elo Animalium”, publicado pela Editora Baraúna em 2014, é uma aventura emocionante que mexe com o imaginário do leitor e estreita o sentimento em relação ao amor que homem e animais podem sentir um pelo outro. O escritor formulou um mundo repleto de fantasia e magia, misturando realidade com ficção. Com certeza a história encanta a jovens e adultos. Se deparar com os seres descritos por Luiz Asaf e conhecer todo o reino, além das aventuras e desventuras vividas pelos personagens, é diversão pura e faz sonhar.

Por traz da história fantástica existe um fator implícito que se revela maior, na medida em que o livro avança. É uma história de amor entre homens e animais.  A proteção que os animais dão aos homens, demonstra o quanto nós, seres humanos, podemos e devemos cuidar deles. A ligação existente entre os personagens e seus bichos se fortalece. Kiara e Luiz dão o exemplo, ao lado de Sombra Noturna, Snow, Valentina, Rei Crésus, Cicco e outros personagens que você conhecerá lendo o livro.

Ao concluir a leitura esperamos que novas aventuras venham e há muito mais do reino para ser explorado por Luiz e por Kiara. O autor deixou uma abertura para que haja continuação. Que venha o próximo volume!
Luiz Asaf - Foto: Divulgação

Sobre o Autor
Formado em Administração e em Língua Francesa, Luiz Asaf tem dois livros publicados. Além do romance “Luiz Asaf e o Elo Animalium”, publicou o infantil “Contos da Mãe Verde”. Começou escrever aos quatorze anos. Acompanhe o escritor e seu trabalho pelas redes sociais. 
Twitter e Instagram: @luizasaf e Facebbok: Luiz Asaf.

Ficha Técnica
Título: Luiz Asaf e o Elo Animalium
Escritor: Luiz Asaf
Editora: Baraúna
ISBN: 978-85-437-0209-4
Edição: 1ª
Ano: 2014
Número de Páginas: 287
Assunto: Romance Brasileiro

Explicando Deus numa corrida de Táxi - Paul Arden

Paul Arden, autor do livro “Explicando Deus Numa Corrida de Táxi”, lançado em 2009 pela Editora Intrínseca, escreveu o best-seller “Tudo que você pensa, pense ao contrário”. Paul é ex-diretor executivo, foi proprietário de uma galeria de fotografias e tornou-se um ícone da publicidade britânica.

Compreender Deus e sua existência é, sem dúvida, uma das buscas da humanidade. O livro se dispõe de forma simples a tentar explicar tal feito, de maneira ora provocativa, ora inocente, ora dúbia e com ilustrações de Mark Buckingham. A ideia é que o leitor entenda a existência de Deus no percurso de uma corrida de táxi, veículo no qual o escritor teve o insight de escrevê-lo.

Independente de religião ou crenças, o livro se atreve de maneira bem simples a explicar algo muito complexo. Se consegue ou não, cabe ao leitor ter suas próprias impressões.

Particularmente, acredito que nem tudo pode ser explicado. Não pode e não precisa ser explicado.  A existência de Deus, seja pela fé ou por comprovações científicas que o ser humano tenta a todo custo saber, será um mistério sempre. E não sei se precisa ser desvendado. Ou será que precisa?

Como o próprio autor escreve: "Bilhões de palavras em milhões de livros foram escritas sobre o assunto e, no entanto, ninguém está próximo de uma resposta".

O livro tem um título que posso adjetivar como pretensioso. Não desvenda nem explica Deus, é uma manifestação do autor sobre a forma como ele crê. Assim como o leitor dará sua própria interpretação sobre a pretensão de Paul. A ideia do enredo, no entanto, é primorosa. 

Ao embarcar nessa corrida de táxi, cuidado para não se decepcionar. Pelo título do livro só consigo acreditar que de fato Paul Arden soube usar de publicidade. 

O que marca afinal e ao final é a frase “Eu acredito em Deus”.

Ficha Técnica
Título: Explicando Deus numa corrida de táxi
Escritor: Paul Arden
Editora: Intrínseca
ISBN: 9789-85-98078-42-7
Edição: 1ª
Ano: 2009
Número de Páginas: 126
Assunto: Deus

A Grande Arte de Ser Feliz - Rubem Alves

Brincam as ideias com as palavras, brincam os olhos com as imagens, brinca o nariz com os cheiros cheios de memórias que moram nos livros, brinca o tato, os dedos acariciando o papel liso como se fosse a pele do corpo amado...”

No livro “A Grande Arte de Ser Feliz” o escritor nos faz um convite. Ele menciona que gosta que os leitores usem o livro como um brinquedo, ou seja, por puro prazer. “Como é que você brinca com as coisas que escrevo?” ele indaga. E quando embarcamos para as páginas que se seguem, podemos brincar de questionar, de argumentar, de discordar, de concordar, de se interessar, de se aprofundar. A provocação  feita pelo escritor, chamando-nos ao desafio é aceita, mesmo sem perceber. Quando nos damos conta, estamos lá, pensando em como vamos brincar com o que ele escreveu.

As crônicas estão divididos e devidamente agrupadas em três grandes blocos, ao longo de suas 160 páginas, que se intitulam assim: “Coisas que dão alegria”, “Coisas do amor” e “Coisas da alma”.

No primeiro bloco se fala de relações familiares, crianças, sonhos de infância, conversas boas, relação com Deus, o ser humano buscando ser o que é. Em “Coisas do amor”, as crônicas tratam de relações amorosas, fidelidade, amor pelos filhos, sobre o amor propriamente dito e de maneira abrangente. Em “Coisas da alma”, são crônicas sobre Deus, morte, sentimentos, fé. Embora separados, elas se fundem, se confundem, parecem ter certa ligação. Talvez haja, pelo fato de ser a visão do autor sobre os temas. 

As crônicas reunidas foram escritas a partir de sugestões de leitores de Rubem Alves. Essas pessoas acompanham o trabalho do escritor e enviaram suas contribuições por vários meios: e-mail, telefonemas ou a boa e velha carta.

Assunto do cotidiano, filosofia sobre assunto mais complexos, citações de grandes escritores e pensadores, a visão de Rubem sobre o mundo, com seu conhecimento ora profundo, ora superficial. Escrito, contudo, de maneira única, sublime. O livro diverte, motiva e faz pensar.

“Cuide-se. Você tem o direito de estar nesse mundo. Esforce-se por ser feliz.”

Falando sobre o autor, Rubem Alves tem um vasto currículo e dispensa apresentações. Além de escritor ele é pedagogo, poeta, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo e psicanalista. Rubem é um dos escritores mais famosos do Brasil.

Ótima leitura!

Ficha Técnica
Título: A Grande Arte de Ser Feliz
Escritor: Rubem Alves
Editora: Planeta
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-422-0356-1
Ano: 2014
Número de Páginas: 160
Assunto: Conto brasileiro

O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë

"O Morro dos Ventos Uivantes” é o nome do livro e da propriedade de um dos personagens, do Sr. Heathcliff. Conforme relatado no capítulo I “Ventos Uivantes é um provincianismo significativo, que descreve o tumulto atmosférico ao qual este lugar fica exposto quando há tempestade.”

O livro da escritora Emily Bronte, publicado originalmente em 1847 chocou os leitores da época. Para contar a história de amor de Heathcliff e Catherine a escritora não demonstrou apenas o lado doce e apaixonado de um casal. Emily demonstra no livro as falhas de caráter, os sentimentos contraditórios, o lado obscuro de cada personagem e até mesmo a diferença social existente (o que ainda hoje podemos ver).

Os personagens da série de Stephenie Meyer (Saga Crespúsculo), Edward e Bella, tem esse livro como o seu preferido. Talvez o clima nebuloso, o aspecto dos personagens, o ar que a propriedade de Heathcliff  apresenta, digam um pouco da personalidade do casal vampiresco.

A obra é considerada uma das grandes histórias da literatura inglesa. Tornou-se um clássico. Pela época em que fora escrito, alguns leitores podem achar o texto denso, mas com o decorrer da trama, tal impressão pode ser modificada. Contudo, há que se mencionar que é um texto complexo, uma trama complexa e capaz de provocar sentimentos diversos nos leitores (nos mais atentos e naqueles que desistirão da obra antes de terminá-la).

A edição da leitura foi publicada pela Editora Landmark em 2014. Trata-se de uma edição de luxo, com capa dura e em dois idiomas: português e inglês. O texto em inglês é apresentado nas páginas em colunas (duas).

A trama da escritora é  cheia de intrigas, desencontros, paixão e certo misticismo. “Que Deus nos ajude!” e outras referências são mencionadas. 

Apesar do tempo decorrido entre sua escrita original e os dias atuais, parece que "O Morro dos Ventos Uivantes" é contemporâneo em sua história. Mostra o ser humano, num relacionamento da maneira como ele é. A verdade nua e crua sobre a personalidade dos personagens é um dos destaques.

Amigos de infância, os dois (Catherine e Heathcliff) são separados, no entanto, a união entre eles é mais forte do qualquer obstáculo e tormenta que possa aparecer. É um amor proibido que demonstra rastros de vingança, ira e outros sentimentos vorazes do ser humano. E, como toda ou quase toda obra clássica, “O Morro dos Ventos Uivantes” já foi adaptado mais de vinte vezes para o cinema, a televisão e até mesmo o rádio. A história tem um certo ar angustiante, mas vale por ser um clássico.

Ficha Técnica
Título: O Morro dos Ventos Uivantes
Escritora: Emily Bronte
Editora: Landmark
Edição: 1ª
ISBN:978-85-8070-020-6
Ano: 2014
Número de Páginas: 304
Assunto: Literatura Inglesa.